Marília fecha primeiro semestre com déficit na balança comercial

A balança comercial de Marília encerrou o primeiro semestre de 2026 com déficit acumulado de US$ 9.884.594 (cerca de R$ 54.473.586), segundo dados do Sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O resultado representa aumento de 166,3% em relação ao saldo negativo registrado no mesmo período de 2025, quando o déficit foi de US$ 3.711.553 (aproximadamente R$ 20.454.287).
De acordo com o levantamento, o desempenho foi influenciado pela redução das exportações e pelo crescimento das importações. Entre janeiro e junho deste ano, as empresas instaladas no município exportaram US$ 19.259.260 (cerca de R$ 106.136.955), queda de 10,7% em comparação com os US$ 21.559.105 (aproximadamente R$ 118.811.635) embarcados no primeiro semestre de 2025.
No sentido oposto, as importações somaram US$ 29.143.854 (cerca de R$ 160.590.625), alta de 15,3% sobre os US$ 25.270.658 (aproximadamente R$ 139.246.785) registrados no mesmo intervalo do ano passado.

Ao longo do semestre, março concentrou o maior volume de importações, com US$ 6.010.557 (cerca de R$ 33.120.764). As exportações atingiram o pico em maio, quando somaram US$ 4.908.300 (aproximadamente R$ 27.046.935), único mês em que o valor exportado praticamente se igualou ao das importações, que fecharam em US$ 4.720.157 (cerca de R$ 26.014.098).
Em junho, último mês do período analisado, Marília exportou US$ 4.035.078 (cerca de R$ 22.235.685) e importou US$ 5.755.713 (aproximadamente R$ 31.717.387).
Alimentos e insumos agropecuários lideram a lista de compras internacionais
Segundo os dados do Comex Stat, a pauta de importações permaneceu concentrada em produtos ligados ao agronegócio. O principal segmento foi o de animais vivos e produtos do reino animal, responsável por US$ 11.488.293 (cerca de R$ 63.311.822) em compras internacionais no semestre.
Na sequência aparecem mercadorias e produtos diversos, com US$ 5.150.772 (aproximadamente R$ 28.385.822); produtos do reino vegetal, com US$ 3.759.559 (cerca de R$ 20.718.885); gorduras e óleos animais ou vegetais, com US$ 2.404.797 (aproximadamente R$ 13.252.836).

O setor de máquinas e aparelhos, material elétrico e suas partes acumulou US$ 2.397.618 (cerca de R$ 13.213.276), figurando entre os principais segmentos importadores ao longo do período.
Indústria alimentícia se consolida como o grande motor das vendas ao exterior
As exportações continuaram concentradas na indústria alimentícia, principal setor exportador de Marília durante todos os meses do semestre.
O setor de alimentos, bebidas e tabaco liderou de forma isolada as vendas externas em todos os meses, encerrando o semestre com US$ 10.383.914 (cerca de R$ 57.224.543) em exportações.
Também se destacaram os embarques de produtos do reino vegetal, com US$ 2.881.429 (aproximadamente R$ 15.878.020); instrumentos e aparelhos de precisão e médico-cirúrgicos, com US$ 2.236.344 (cerca de R$ 12.324.019); e produtos de madeira, com US$ 1.588.187 (aproximadamente R$ 8.751.455).

Ainda conforme o sistema do governo federal, a liderança da indústria alimentícia foi mantida durante todo o período, com destaque para maio e junho, quando o segmento exportou US$ 2.451.857 (cerca de R$ 13.511.996) e US$ 2.562.543 (aproximadamente R$ 14.121.992), respectivamente.
Os números indicam que o crescimento das importações, aliado à retração das exportações, ampliou o desequilíbrio da balança comercial do município no primeiro semestre de 2026.