Rogerinho defende estacionamento regulamentado apenas onde existe necessidade

A redução da área de abrangência da Zona Azul em Marília é resultado de uma discussão que teve participação do vice-prefeito Rogério Alexandre da Graça, o Rogerinho (PP), quando era vereador. A iniciativa ganhou força a partir de uma audiência pública realizada pela Câmara Municipal em março de 2022.
O requerimento para a realização do encontro foi apresentado por Rogerinho diante do aumento das reclamações sobre o funcionamento do estacionamento rotativo na cidade, incluindo questionamentos sobre a extensão do perímetro atendido pelo serviço.
Naquele período, a Zona Azul havia ampliado sua presença para diferentes regiões da cidade, enquanto usuários questionavam se a regulamentação e a cobrança eram necessárias em todos os locais abrangidos. Durante a audiência, moradores, comerciantes, vereadores e representantes da empresa responsável pelo serviço discutiram problemas relacionados às autuações, ao atendimento, aos equipamentos e também à própria abrangência do estacionamento rotativo.
Rogerinho foi um dos responsáveis pela abertura desse debate no Legislativo. Ao justificar o pedido de audiência, o então vereador afirmou que havia recebido diversas reclamações da população e apontou, entre outros problemas, a expansão considerada excessiva da Zona Azul.
O encontro também tratou da cobrança de R$ 20 em determinadas situações, do funcionamento dos parquímetros, da atuação dos agentes e das regras de permanência nas vagas.
A discussão não ficou restrita à audiência. Em maio daquele ano, a Empresa Municipal de Mobilidade Urbana de Marília (Emdurb) apresentou aos vereadores e à concessionária Rizzo Parking propostas para readequar o sistema. Entre as medidas estava justamente a redução da área de cobrança, além do aumento do tempo permitido nas vagas.
Segundo a Emdurb, as propostas levavam em consideração as reivindicações apresentadas pela população durante a audiência pública realizada em março, e a concessionária havia aceitado a redução da área atendida.
O episódio estabeleceu uma discussão sobre qual deve ser a finalidade do estacionamento rotativo. Em vez de uma aplicação uniforme em diferentes pontos da cidade, a lógica defendida por Rogerinho é a de concentrar a regulamentação onde existe efetiva disputa por vagas, principalmente em regiões de maior circulação, comércio e prestação de serviços.
A ideia é que a Zona Azul funcione como instrumento de organização e rotatividade, e não simplesmente como uma cobrança disseminada por áreas onde a demanda não justifica a medida.
A atuação também ocorreu em um momento de forte desgaste do modelo implantado em Marília. A concessão da Zona Azul chegou a ser suspensa pela Emdurb em fevereiro de 2022 diante de apontamentos de problemas na execução do contrato, enquanto a Justiça manteve a suspensão em decisão publicada em março daquele ano.
Entre as questões relatadas estavam falhas em parquímetros, problemas de sinalização, falta de monitores e dificuldades relacionadas ao sistema de pagamento.
A audiência pública, portanto, teve papel mais amplo do que apenas discutir uma cobrança. Ela colocou em debate a relação entre o modelo de estacionamento rotativo e a realidade de cada região da cidade. A partir das manifestações apresentadas, a administração municipal passou a discutir uma readequação do sistema, com a retirada de áreas consideradas menos necessárias para a regulamentação.
Para Rogerinho, a experiência reforça a importância de ouvir moradores, comerciantes e motoristas antes da adoção ou ampliação de medidas que interferem diretamente na rotina da cidade. Na avaliação defendida por ele, a regulamentação do estacionamento deve existir onde há necessidade concreta de garantir a rotatividade das vagas, preservando o equilíbrio entre a organização do trânsito e o uso dos espaços públicos.
A pauta se conecta à trajetória do atual vice-prefeito, que exerceu mandato como vereador entre 2021 e 2024 e atualmente integra a administração municipal. A Prefeitura de Marília registra Rogerinho como vice-prefeito no mandato 2025-2028.
Em julho de 2026, Rogerinho confirmou sua candidatura a deputado estadual pelo Progressistas (PP), após a convenção partidária, passando a integrar oficialmente o cenário eleitoral para a Assembleia Legislativa de São Paulo.