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‘Morro de pena do Bob Esponja’, diz Fátima Bernardes

Variedades
15 de Maio de 2018

‘Morro de pena do Bob Esponja’, diz Fátima Bernardes após fim da ‘TV Globinho’. (Foto: Divulgação)

A apresentadora Fátima Bernardes falou a respeito do fim da TV Globinho ‘causado’ por ela em entrevista coletiva após a premiação Press Award, realizada nos Estados Unidos.

“Como a Fátima dorme sabendo que tirou a TV Globinho do ar?”, questionou uma das repórteres presentes, repassando a pergunta enviada por um fã.

“Morre de pena do Bob Esponja, fico com uma dó… Mas a aposentadoria chega pra todo mundo, não é?”, respondeu Fátima, aos risos.

Em 2012, com a mudança da apresentadora do jornalismo para o entretenimento, e a criação do Encontro com Fátima Bernardes, o horário infantil da emissora, que era exibido semanalmente, foi restrito apenas às manhãs de sábado – o que culminaria na extinção do programa, anos depois, em 2015.

“Quando sugeri o horário da TV Globinho foi porque eu fiz uma análise da manhã da Globo. A gente começava com o telejornal local, pra adulto, o telejornal de rede, Bom Dia Brasil, pra adulto, o Mais Você, pra adulto, o programa de saúde, Bem-Estar, pra adulto. Onde você acha que estavam as crianças até essa hora? Não estavam ali né?”, explicou a apresentadora.

Em seguida, complementou: “A gente tinha que tocar um sino em casa e dizer: ‘Pessoal, vai começar a TV Globinho, corre!’. Só tinha a TV Globinho, de 20 pras 11 ao meio-dia, e, depois, programação de adulto.”

“A programação infantil, com o grande número de TV a cabo, gadgets, tablets, foi ficando muito enfraquecida. Achava que havia ali um buraco que poderia ser preenchido por uma programação adulta. Hoje juro que penso em vocês. Penso em pautas quando é feriadão, um dia diferente, que podem estar em casa”, encerrou a justificativa.

Fátima ainda garantiu que o sucesso entre os mais jovens tem aumentado: “Meu público abaixo de 15 anos cresceu muito. Eu não era parada quando fazia Jornal Nacional, embora a audiência fosse muito maior que a audiência da manhã. Andava tranquilamente. Hoje em dia sou seguida por grupo de adolescentes, que ficam falando meu nome. Me param, pedem foto. Em geral para as mães, mas pedem.”