Irmãos são presos após resgate de pitbull tomado por carrapatos pelo SIG

Dois irmãos foram presos em flagrante por policiais civis do Setor de Investigações Gerais (SIG) de Marília durante uma averiguação de maus-tratos, nesta quinta-feira (7). Um cão da raça pitbull foi encontrado em situação de abandono e sofrimento no bairro Firenze, zona oeste da cidade.
Segundo a polícia, a equipe recebeu denúncia de que um cachorro sofria maus-tratos em uma residência. Durante a manhã, os investigadores realizaram vistoria no imóvel.
Ao chegarem ao local, os policiais encontraram o portão fechado, mas conseguiram visualizar o animal dentro da casa. Conforme o registro policial, os agentes constataram imediatamente uma infestação severa de carrapatos espalhados pelo corpo do cão.

A situação levou os policiais a acionarem uma médica veterinária para avaliar o estado clínico do animal.
A profissional elaborou laudo apontando que o pitbull apresentava – além da infestação severa – tosse, secreção ocular, ausência de alimentação adequada e falta de medicação.
Os responsáveis também não conseguiram comprovar que o cachorro recebia acompanhamento veterinário. Segundo a polícia, o estado do animal indicava “sofrimento contínuo e incompatível com eventual desconhecimento dos responsáveis.”
No imóvel, os policiais encontraram um rapaz de 22 anos, que se apresentou como morador da residência. Questionado sobre a situação do cão, ele afirmou que o pitbull pertencia ao irmão, de 24 anos, que estaria trabalhando naquele momento.
Os investigadores solicitaram que o morador entrasse em contato com o irmão, que compareceu posteriormente à unidade policial. O tutor admitiu ser o responsável pelo cachorro e declarou que “iria receber o salário e comprar o remédio contra carrapatos.”
A justificativa, porém, não evitou a prisão em flagrante dos dois irmãos, que permaneceram detidos e aguardam decisão da Justiça em audiência de custódia.
O pitbull foi encaminhado para atendimento em uma clínica veterinária credenciada pela Prefeitura de Marília, onde permanece sob cuidados especializados. A Polícia Civil acredita que os irmãos poderão perder a guarda do animal, que futuramente poderá ser disponibilizado para adoção responsável.
O caso configura crime previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais. A pena pode chegar a cinco anos de prisão quando os maus-tratos envolvem cães e gatos.