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Prefeitura barra aumento na passagem de ônibus

Cidade
13 de novembro de 2017

Coletiva de Daniel Alonso nesta segunda (Foto: Leonardo Moreno)

O prefeito Daniel Alonso (PSDB) anunciou em coletiva de imprensa que enquanto não forem feitas melhorias no serviço prestado pelas empresas responsáveis pelo transporte coletivo na cidade, não será autorizado aumento nas passagens.

Atualmente, o valor da passagem é de R$ 3,00 e as empresas Sorriso e Grande Marília reivindicam que ela passe a custar R$ 3,71. A alegação é de que são 25 meses sem reajuste, enquanto as despesas, como o preço do combustível, por exemplo, subiram.

No entanto, após uma reunião com o Serviço de Fiscalização do Transporte Coletivo Urbano de Marília (SAF) na manhã desta segunda-feira (13), o prefeito decidiu não autorizar o aumento. A medida segue orientação do SAF.

O anúncio foi feito em companhia do presidente da Emdurb, Valdeci Fogaça, e do presidente da Câmara, Wilson Damasceno (PSDB). A pressão popular sobre o tema também era grande.

“Entendemos o pedido de reajuste, que inclusive está previsto em contrato, e se não for concedido por nós as empresas podem conseguir isso via judicial. Mas nós não achamos justo que seja feito qualquer reajuste sem que possamos minimizar as reclamações que recebemos”, comentou o chefe do Executivo municipal.

Questionado pelo Marília Notícia, o prefeito não especificou por quanto tempo pretende segurar o reajuste. “[Até] quando a satisfação dos usuários melhorar”, respondeu.

Queixas

Entre as queixas apontadas estão algumas regiões da cidade com poucos horários de ônibus – principalmente nos finais de semana e feriados – e mudanças recentes quanto a utilização das linhas pelos usuários.

Em julho foi anunciado pelas empresas que o Terminal Urbano deixaria de ter catracas e os passageiros poderiam fazer a integração entre linhas pelo prazo de uma hora e meia apenas com a utilização do Marília Card. Antes, as conexões eram feitas apenas no Terminal.

“A ideia é muito boa, mas identificamos que uma boa parte dos usuários do transporte não tem condições de alimentar esse cartão. Por exemplo uma diarista que trabalha e recebe somente por aquele dia. Não consegue alimentar o cartão e acaba pagando duas vezes em dinheiro”, disse o prefeito.

Alonso disse que vai propor um sistema híbrido mesclando o novo modo de funcionamento com o método antigo. Em outras palavras, o prefeito pretende ‘fechar’ novamente o Terminal Urbano com acesso controlado pelas catracas. O usuário teria a opção de fazer a integração tanto dentro do Terminal, quanto nos outros pontos da cidade.

Na coletiva de imprensa também foi anunciada uma reforma “não muito grande” do Terminal com recursos da administração municipal. Limpeza do chão, pintura e melhorias nos banheiros – um antigo problema – devem ser feitos em breve.

AMTU

A AMTU (Associação Mariliense de Transporte Público), que representa as empresas de transporte coletivo em operação na cidade, informou que ainda não se manifestará sobre o assunto.