Bancários paralisam agências de Marília nesta quinta-feira em mobilização nacional

Os bancários cruzam os braços em Marília nesta quinta-feira (20), em uma paralisação de 24 horas que acompanha a mobilização nacional da categoria durante as negociações salariais com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
O movimento deve interromper o atendimento presencial nas agências físicas, enquanto as cooperativas de crédito mantêm o funcionamento normal. Os canais digitais e eletrônicos dos bancos permanecem como alternativas para operações que possam ser realizadas remotamente.
Durante a manhã, representantes do Sindicato dos Bancários de Marília e região vão percorrer as agências da cidade para informar clientes e trabalhadores sobre a paralisação e distribuir panfletos. A entidade atua em 17 bases na região e espera conseguir manter fechadas, além de Marília, as unidades da praça de Ourinhos.
“Vamos panfletar e informar a todos que não haverá expediente”, afirmou o presidente do sindicato, Edson Julian. Segundo ele, a entidade também pede a compreensão dos clientes. “A nossa luta é por eles também”, declarou.
Reivindicações e realidade da categoria
A categoria tem data-base em 1º de setembro e reivindica a recomposição das perdas provocadas pela inflação, acrescida de 5% de ganho real. Os trabalhadores também cobram reajustes no vale-refeição e no piso salarial.
Em Marília, o sindicato estima que existam atualmente cerca de 300 bancários em atividade. Considerando as 17 bases da entidade, são aproximadamente 800 trabalhadores na região. No passado, o número já passou de mil.
O número de agências físicas também diminuiu nos últimos anos. De acordo com Edson Julian, Marília conta atualmente com 20 unidades, depois do fechamento de vários estabelecimentos que funcionavam nos bairros.
Uma das próximas agências a encerrar as atividades será a do Bradesco localizada no bairro Nova Marília, na zona sul da cidade. A previsão é de que a unidade seja fechada em 18 de setembro, conforme as informações do sindicato.
Digitalização não beneficia a todos, diz sindicato
A redução da presença física dos bancos também influencia o impacto das paralisações. Com a expansão dos aplicativos e dos serviços digitais, parte dos clientes consegue realizar operações sem precisar comparecer às agências. Para o sindicato, porém, a digitalização não atende igualmente todos os usuários.
Edson Julian afirma que os meios eletrônicos podem representar uma dificuldade principalmente para os clientes mais idosos, que antes tinham contato direto com gerentes e caixas. Segundo ele, a menor familiaridade com as ferramentas digitais aumenta a exposição desse público a golpes praticados por meio da tecnologia.