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Restaurantes sentem alívio após Covid e setor começa a se recuperar

Cidade
21 de maio de 2022

Restaurantes e praças de alimentação dos shoppings costumam ficar cheios no almoço aos domingo (Foto: Michele Correia/Marília Notícia)

Duramente prejudicado na pandemia da Covid-19, o setor de restaurantes começa a respirar com alívio. Hoje, com a vida quase que 100% retomada à normalidade, os comerciantes estão esperançosos.

É só dar uma volta pela cidade para perceber que o movimento nos restaurantes e nas praças de alimentação tem sido cada vez mais intenso aos fins de semana, principalmente na hora do almoço. Em uma churrascaria na zona Sul, a demanda chega a dobrar no domingo.

“Eu acredito que muita gente não cozinha no fim de semana. E também tem a queda no poder de compra. Durante a semana, o pessoal segura mais, se priva, para poder levar a família para almoçar no domingo”, conta o diretor de uma churrascaria, Rodolpho Kieza.

Segundo o comerciante, o movimento não só cresce para consumo no local como também aumenta o volume de saída das marmitas. Na mesma proporção,  a alta identificada gira em torno de 80% a 100% aos domingos. O faturamento do final de semana (sábado e domingo) se equipara com a soma dos outros cinco dias da semana.

Setor tem alta demanda aos fins de semana (Foto: Michele Correia/Marília Notícia)

Renata Dezidé, coordenadora de marketing do Esmeralda Shopping, reforça que por lá os fins de semana também são mais movimentados. “Acho que o pessoal aproveita que são dias mais preguiçosos e dá para almoçar mais tarde. O movimento no almoço aumenta entre 30% e 40% em relação aos outros dias da semana”, diz.

O presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Marília e Região (SinHoRes), Sinval César Gruppo, no entanto, afirma que ainda há muita reclamação por parte dos empresários do setor, e que não foi possível retornar totalmente ao patamar de vendas que era antes da pandemia.

No caso de Kieza, por exemplo, o comerciante explica que o faturamento é o mesmo de antes da pandemia, mas por conta da inflação. No movimento, ainda falta recuperar. Hoje, a churrascaria atende em torno de 70% do que era no período pré-pandemia.

Fila de restaurante lotada (Foto: Michele Correia/Marília Notícia)