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Professor preso por pedofilia negociava atos sexuais da filha

Polícia
11 de março de 2020

(Mensagens encontradas nos eletrônicos apreendidos (Foto: Divulgação)

Mensagens obtidas pelo Marília Notícia mostram parte das conversas do professor preso, nesta terça-feira (10), durante operação de combate à pornografia infantil e estupro de vulnerável.  O homem mora em Marília e presta serviço em Assis (distante 75 quilômetros), onde foi detido.

Nas mensagens ele oferece a filha, de apenas seis anos, para atos sexuais em troca de dinheiro. Os diálogos estavam no celular do criminoso.

Segundo a polícia, o professor se passava por mulher em redes de relacionamento. Em parte das conversas o homem afirma que precisa de alguém para ajudar a cuidar da filha e em troca ele e a menina poderiam “dar carinhos”.

Em outro trecho ele pergunta se a outra pessoa “curte crianças”. Algumas conversas tem conteúdo pornográfico como é possível observar nos trechos abaixo.

Mensagens divulgadas (Foto: Divulgação)

Entenda

A operação aconteceu em Assis e teve mandado de busca e apreensão cumprido na casa do professor em Marília. Na residência do homem foram apreendidos aparelhos eletrônicos. O professor foi preso em um hotel da cidade da região.

Além dos crimes de pedofilia, a polícia também investiga um possível estupro de vulnerável. Aproximadamente quinze policiais civis participaram das ações nas duas cidades.

Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início a partir do registro de um Boletim de Ocorrência, em que o denunciante explicou ter estabelecido conversa com uma pessoa, que se identificou como mulher, com foto feminina em seu perfil, a quem conheceu em site de relacionamento.

(Foto: Divulgação)

A polícia identificou que o interlocutor se trata de um professor que ocupa o cargo de supervisor de ensino, na Secretaria Municipal de Educação de Assis, mas cuja linha telefônica estava cadastrada com dados falsos de uma outra professora.

Em comunicado, a Prefeitura de Assis informou que “a Secretaria Municipal de Educação, mediante prisão de servidor de carreira dessa Pasta, esclarece que o mesmo não é professor e nem atua em sala de aula, mas sim ocupa cargo administrativo na sede da Secretaria, a qual já tendo tomado conhecimento do caso, vai colaborar com as investigações dentro do que for solicitado pelas autoridades. Deve ainda considerar que a acusação contra ele ocorre fora do serviço público, e sim em sua vida particular”.

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)