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Políticos locais e instituições pedem novo trevo para Padre Nóbrega

Cidade
14 de março de 2019

Trecho da SP-294 em Nóbrega é citado por políticos e instituições (Foto: Arquivo MN)

Nos últimos dias a concessão do lote de rodovias paulistas que inclui a SP-294, passando por Marília, têm sido assunto de diversas matérias, com polêmicas envolvendo os novos pedágios e investimentos na região.

Audiências públicas estão sendo realizadas em diversas cidades com a participação de autoridades e cidadãos. Após pressão foi anunciado um encontro em Marília no próximo dia 27. A cidade havia ficado de fora da lista de municípios onde é realizada a discussão.

A reunião aberta ao público acontecerá no dia 27 de março, às 9h30, na Universidade de Marília (Unimar).

O governo do prefeito Daniel Alonso (PSDB), deputado estadual Vinicius Camarinha (PSB), instituições como Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público Estadual (MPE), apresentaram reivindicações ou recomendações referentes ao projeto.

O Marília Notícia compila neste texto as principais demandas de cada um. Chamou atenção o pedido para um novo trevo de acesso no distrito de Padre Nóbrega – todos as autoridades reivindicam esta melhoria.

Uma comissão de vereadores do município, que participou de audiência em Bauru nesta semana, também prepara um documento com suas demandas, que não ainda não foram divulgadas.

Daniel Alonso

Uma das reivindicações do prefeito Daniel Alonso diz respeito ao modo como a licitação para concessão das rodovias será feita. Ele defende uma concorrência com base na menor tarifa e menor número de pedágios.

O prefeito também solicitou a inclusão de melhorias no cronograma para o trecho entre os distritos de Lácio e Padre Nóbrega, incluindo todo o contorno de Marília, como vicinais, passarelas e o mais importante, um trevo de acesso a Nóbrega.

Vinicius Camarinha

Já o deputado estadual Vinicius Camarinha defende a retirada de todos os pedágios da rodovia SP-294 do projeto e é contra a privatização.

“Não tem que ter pedágio, tem que ter um plano de investimento do Estado com recursos do Governo do Estado. O IPVA arrecadado é de mais de R$ 8 bilhões”, diz.

De acordo com ele, é preciso um plano com obras de Pompeia até Panorama. “É plenamente possível, assim como feito com a duplicação da Marília/Bauru com recursos do Tesouro. Os governadores anteriores prometeram que ali não haveriam novos pedágios”.

“Temos que fazer marginais entre Padre Nóbrega e Marília, instalar uma barreira de concreto da rodovia de Pompeia até Marília e retirar a rodovia do centro de Pompeia”, comenta. Vinicius também defende um novo trevo para Nóbrega.

MPE e MPF

Representantes do MPE e do MPF apontaram à Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) que o projeto “em discussão não cita medidas urgentes que deveriam ser implementadas no trecho da SP-294 que passa pelo distrito de Padre Nóbrega”.

“A região, que tem experimentado um brutal aumento do tráfego de veículos e movimentação de pedestres em virtude do abrupto incremento populacional, necessita de tratamento específico e prioritário na proposta de concessão, com a implantação de vias marginais, novos trevos e passarelas”, diz nota dos ministérios públicos.

De acordo com os MPs, entre os pontos do projeto de concessão que precisam ser discutidos está a inclusão da duplicação de um trecho de 25 quilômetros da SP-293, segmento que liga a SP-294 à SP-225, passando pelos municípios de Duartina e Cabrália Paulista, a qual permitiria a criação de um novo corredor rodoviário entre Marília e São Paulo.

A duplicação de outras rodovias que fazem parte do pacote de concessão (ao todo mais de 10 estradas e 1,2 mil quilômetros) também consta nas recomendações das procuradorias.

“A inclusão da duplicação da SP-333 no escopo do projeto de concessão se mostra ainda mais recomendável quando se considera que o trecho Panorama-Duartina pode se tornar um novo eixo de escoamento da produção de grãos dos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, eis que, com a proposta de federalização da rodovia MS-040 e seu prolongamento de Brasilândia até Campo Grande, esta será a menor distância rodoviária entre a capital do Mato Grosso do Sul e o porto de Santos, encurtando a viagem em aproximadamente 130 quilômetros”, observam os membros dos Ministérios Públicos.