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Laudo aponta que jovem que desapareceu em Bariri foi morta por asfixia

Regional
04 de outubro de 2019

Mariana foi morta em 24 de setembro (Foto: Arquivo Pessoal)

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Araraquara aponta que a universitária Mariana Forti Bazza, de 19 anos, que foi encontrada morta depois de ficar um dia desaparecida, foi assassinada por asfixia mecânica causada por estrangulamento.

Mariana desapareceu no dia 24 de setembro depois sair de uma academia em Bariri (distante 177 quilômetros de Marília). A polícia prendeu no mesmo dia o suspeito Rodrigo Alves Pereira, de 37 anos, que ofereceu ajuda para trocar o pneu do carro da vítima.

A polícia investiga também se Rodrigo premeditou o crime e se teria murchado o pneu do carro da jovem para forçar uma aproximação.

Em um vídeo de câmera de segurança Rodrigo aparece encostado no carro da Mariana às 7h51. O carro está estacionado próximo à academia quando a jovem ainda estava no local.

O vídeo mostra que Rodrigo sai da chácara, atravessa a avenida e encosta no carro da vítima. Ele fica ali por alguns minutos.

Mariana tirou uma foto do suspeito enquanto ele trocava o pneu do carro (Foto: Arquivo Pessoal)

Entenda

O suspeito foi identificado pelas câmeras de segurança da região onde fica a academia. Ele aparece conversando com a universitária e oferece ajuda para trocar o pneu do carro dela.

Nas imagens da academia de onde a jovem havia saído, é possível ver que os dois conversam durante alguns segundos. Logo em seguida o homem atravessa a rua, enquanto Mariana entra no carro e dá a volta na avenida até entrar em uma chácara, onde o rapaz fez a troca do pneu.

A câmera também registrou o momento em que o carro da jovem deixa o terreno, aproximadamente uma hora depois.

Mariana chegou a fotografar Rodrigo tentando trocar o pneu e encaminhou a foto a um familiar.

Após identificar o suspeito que aparece nas imagens, a polícia realizou buscas e encontrou o suspeito em Itápolis, escondido no telhado de uma casa.

A localização foi possível após a quebra de sigilo telefônico. A polícia conseguiu descobrir que ele estava na casa de familiares, mas quando uma equipe chegou ao local, o suspeito fugiu.

Foram feitas buscas na região e ele acabou encontrado deitado no telhado de uma casa nas redondezas. Rodrigo foi ouvido, mas a princípio negou envolvimento no desaparecimento de Mariana.

Ele era o principal suspeito devido ao fato de não saber explicar porque o carro da vítima estava em Itápolis.

O corpo dela foi encontrado no dia 25 de setembro em uma área de canavial, em Cambaratiba, distrito de Ibitinga, cidade próxima de Bariri. Ela estava amarrada e amordaçada. Rodrigo levou os policiais até o local onde escondeu o corpo.

Após passar por audiência de custódia, no Fórum de Jaú, ele teve a prisão preventiva decretada e foi recolhido no CDP de Bauru.

Rodrigo teria negado ter matado e abusado sexualmente da universitária e afirmou que houve a participação de uma segunda pessoa no crime. Porém, a polícia considera essa versão fantasiosa.

Rodrigo tem diversas passagens pela polícia, entre elas roubo, estupro, extorsão e constrangimento ilegal. Ele havia deixado o sistema prisional há aproximadamente um mês.