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Estudante de medicina mariliense é condenada por tráfico de drogas

Polícia
16 de outubro de 2020

Drogas apreendidas na Operação Alquimista (Foto: Divulgação)

A Justiça condenou a mariliense Mariana Nóbrega Daher, de 24 anos, por tráfico e associação ao tráfico de drogas. A sentença foi assinada pelo juiz Carlos Gustavo Urquiza Scarazzato nesta quinta-feira (15).

Mariana estudava medicina em Adamantina (distante 140 quilômetros de Marília) e foi presa em flagrante pela Polícia Civil em maio de 2019 juntamente com outros estudantes.

A mariliense foi condenada a 17 anos de reclusão, em regime fechado, e o pagamento de R$ 783 mil em multas. A condenação é em 1ª instância e cabe recurso.

Também foram condenados os jovens Thais Caroline Procópio Moura (22 anos e nove meses de reclusão e pagamento de mais de R$ 1 milhão em multas) e Gabriel Lemos da Silveira (16 anos e três meses de reclusão, em regime fechado, e o pagamento de R$ 354 mil em multas).

Apesar da pena, “os réus condenados poderão recorrer em liberdade, concedida por instância superior”, afirmou o juiz em sua decisão.

Estufa em uma das residências (Foto: Divulgação)

Entenda

As prisões foram feitas na “Operação Alquimista”, com foco no combate ao tráfico de drogas sintéticas, desencadeada após dois meses de investigações da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Adamantina.

“Apurou-se que durante algumas festas de universitários e outras abertas ao público em geral, eram comercializadas drogas sintéticas trazidas por alguns estudantes de medicina que abasteciam os usuários”, dizia nota oficial da Polícia Civil na época.

Durante as diligências foram levantadas informações de que a chamada “Festa do Black” seria regada a drogas.

Representantes do evento afirmaram que não tinham nada a ver com isso e que combatiam a entrada e uso de qualquer substância ilícita.

Os policiais identificaram suspeitos que trariam comprimidos de ecstasy para distribuição e desencadearam buscas domiciliares que resultaram em nove estudantes detidos.

“Quatro foram presos em flagrante pela prática de tráfico de drogas e associação para o tráfico, sendo dois homens e duas mulheres, em poder dos quais encontrou-se drogas sintéticas como LSD, ecstasy, MD e maconha”, afirmou a Polícia Civil.

Em duas residências foram encontradas estufas para plantio de maconha. Outro estudante acabou preso por tráfico por estar em posse de maconha, mas ele não teria ligação com o grupo.

Outros quatro estudantes terminaram liberados depois de serem autuados pelo porte de drogas para consumo próprio.

Com Mariana foram apreendidos 11 comprimidos de ecstasy, um porção de maconha e um papelote de LSD.  Com Thais, os policiais localizaram dois comprimidos de ecstasy e dois invólucros contendo maconha.

Com Gabriel havia oito comprimidos de ecstasy, quatro invólucros contendo maconha, nove arbustos de “Cannabis Stiva L” e um invólucro de LSD. Já com outro rapaz, que posteriormente foi classificado apenas como usuário, foram localizados quatro comprimidos de ecstasy, uma porção de maconha, e um invólucro de MD.

No total foram apreendidas 370 gramas de maconha, uma pequena porção de haxixe, uma porção com cristais de MD, dois quadriculados de LSD, 62 comprimidos de ecstasy, além de outros objetos próprios para o tráfico e consumo de drogas e um veículo utilizado para o transporte dos entorpecentes.