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Distritos ficam sem ônibus para Marília a partir desta 3ª

Cidade
24 de maio de 2022

Moradores aguardam na fila (Foto: Divulgação)

Os distritos de Avencas, Amadeu Amaral e Rosália amanheceram nesta terça-feira (24) sem o serviço de transporte público municipal. O contrato de concessão foi encerrado ontem e não houve contratação de uma nova empresa para atender a população.

A Princesa do Norte, antiga concessionária do serviço, já tinha informado a administração municipal que não pretendia renovar o contrato.

“Desde o começo da pandemia deixaram apenas dois horários: um pra ir a Marília 5h50 e para voltar às 18h. Já não bastava a precariedade de horários, a partir de hoje ficamos sem transporte e vários trabalhadores acabaram perdendo dia de serviço por conta disso. Estamos esperando o pronunciamento do prefeito, já que ele diz que não ia se esquecer dos distritos. Agora estamos nessa situação, prejudicados”, desabafa moradora, que prefere não ter o nome divulgado.

Na última sessão ordinária da Câmara, o vereador Evandro Galete (PSDB) chegou falar que tinha recebido informação de que o prefeito Daniel Alonso (do mesmo partido) pretendia “intimar” as concessionárias do serviço urbano (Sorriso e Grande Marília) a assumirem também os distritos.

Usuários ficam sem serviço de transporte nos distritos (Foto: Divulgação)

“Está no contrato de concessão que essas empresas são obrigadas a atender todos os Distritos de Marília, não somente Lácio e Padre Nóbrega. Está no contrato e o prefeito tem a obrigação de exigir o cumprimento, nem que seja na Justiça. Ou essas empresas atendem a população ou somem de Marília”, alegou o vereador no plenário da Casa.

Em tentativa anterior, a Prefeitura e a Câmara tentaram transferir o serviço às concessionárias do transporte urbano, mas o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) acolheu pedido da Associação Mariliense do Transporte Urbano (AMTU) e concedeu liminar para suspender a lei que obrigava a atividade.

O problema não estaria em transferir os serviços, mas em não criar uma fonte de custeio, que garantisse a realização do trabalho. Isso poderia ser com o aumento da tarifa ou o subsídio dos custos pela Prefeitura.

OUTRO LADO

Em nota, a Prefeitura de Marília “informa que está negociando com as atuais empresas para que elas continuem realizando o transporte dos moradores, lembrando que, a licitação para exploração do transporte desses distritos, aberta meses atrás, não teve interessados.”

As empresas Sorriso e Grande Marília preferem não se manifestar sobre o assunto.