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Concessão da SP-294 e outras rodovias tem lance de R$ 1,1 bilhão

Cidade
08 de janeiro de 2020

O Consórcio Infraestrutura Brasil foi o vencedor do leilão de 1,2 mil quilômetros de rodovias estaduais em São Paulo, inclusive a SP-294, que passa por Marília e região. O leilão foi realizado nesta quarta-feira (8) e o maior lance foi de R$ 1,1 bilhão.

O edital prevê sete novas praças de pedágio na região de Marília, duas entre o município e Bauru – trecho já duplicado. Também estão previstos investimentos.

A reportagem do Marília Notícia questionou o Estado de São Paulo sobre cronograma para entrada em funcionamento dos novos pedágios e solicitou informações sobre prazos para as melhorias.

No entanto, até o fechamento desta matéria não houve retorno. A equipe do site aguarda as informações oficiais.

Segundo o Governo, agora a Comissão Especial de Licitação vai avaliar a garantia de proposta da Infraestrutura Brasil, assim como demais documentos de habilitação e de qualificação técnica da licitante.

Com toda a documentação validada, serão marcadas as datas de assinatura de contrato e início de operação, prevista para o primeiro semestre de 2020.

Ao todo são 1.273 quilômetros de rodovias e investimentos de R$ 14 bilhões em obras para a infraestrutura do Estado em 30 anos.

As estradas ficam entre a cidade de Piracicaba, na região de Campinas, e o município de Panorama, no extremo Oeste do Estado, divisa com o Mato Grosso do Sul.

São previstas duplicações, faixas adicionais, acostamentos, ciclovia, passarelas e vias marginais entre outras obras para melhorar a fluidez e segurança das rodovias.

Polêmica

A concessão da SP-294 gerou muita polêmica em Marília, onde nem iria acontecer uma audiência pública para discutir o tema. A reunião aberta para ouvir a população e lideranças, além de instituições, só foi agendada após interferência do Ministério Público.

No encontro oficial, uma das principais demandas era pela retirada de ao menos uma das duas praças de pedágio que devem ser instaladas entre Marília e Bauru.

Diversos políticos tentaram conseguir mudanças no projeto e o governador João Doria (PSDB) até afirmou que a localização das praças de pedágio poderiam ser revistas. No entanto, a mobilização fracassou.