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Cobertura vacinal contra pólio em Marília está abaixo do ideal desde 2014

Cidade
10 de julho de 2018

Taxa ideal foi batida em Marília pela última vez em 2014 (Foto: Divulgação)

Para manter o Brasil livre da poliomielite, a chamada “paralisia infantil”, o Ministério da Saúde pede uma cobertura vacinal de 95% das crianças abaixo de 5 anos, taxa batida em Marília pela última vez em 2014.

Os números estão disponíveis no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS). Em 2015 a cobertura caiu para 86,22% e no ano seguinte, 2016, último da gestão Vinícius Camarinha (PSB), foi para preocupantes 64,59%.

O governo Daniel Alonso (PSDB) conseguiu subir a cobertura vacinal contra a poliomelite em Marília para 85,51% em 2017. No entanto, ainda são quase 10 pontos percentuais da situação considerada segura.

No país as vacinas contra a pólio não alcançam a meta imunização desde 2011. Em 2016 os municípios tiveram menor taxa de vacinação: apenas 43,1% das cidades chegaram lá.

Vale destacar que a pólio é uma doença já erradicada no país. No entanto, as baixas coberturas vacinais, principalmente em crianças menores de cinco anos, acenderam uma “luz vermelha”, como diz o próprio Governo Federal em comunicado recente.

Em reunião com representantes de estados e municípios, o Ministério da Saúde alertou que 312 municípios brasileiros estão com cobertura vacinal abaixo de 50% para a poliomielite e 44 deles estão no Estado de São Paulo.

Oriente (distante 19,2 quilômetros de Marília) aparece na lista com cobertura vacinal contra a pólio em 49,35%. Lutécia (57,9 quilômetros) também é outra cidade da Região que figura nos municípios notificados, com 48,84% cobertos.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde (PNI), Carla Domingues, explica que o risco existe para todos os municípios que estão com coberturas abaixo de 95%.

“Temos que ter em mente que a vacinação é a única forma de prevenção da Poliomielite e de outras doenças que não circulam mais no país”, afirma Carla.

Sarampo e outras doenças

O sarampo havia sido considerado erradicado no Brasil em 2016, mas do começo do ano até meados de maio foram registrados 995 casos da doença – 611 no Amazonas e 384 em Roraima. Segundo a Organização Mundial da Saúde foram contabilizadas duas mortes.

A vacina que protege contra o sarampo é a tríplice viral, que também imuniza contra a caxumba e a difteria. Ela é aplicada em duas doses, com 12 e 15 meses de vida.

Em Marília no ano passado a cobertura da primeira dose da tríplice viral ficou em 87,02%. A segunda aplicação em 79,12%. Junto com a segunda dose também é feita a imunização contra a catapora.

O ano de 2014 foi o último em que os 95% de cobertura da tríplice foram batidos em Marília. Entre 2015 e 2016 as coberturas de primeira e segunda doses variaram entre 60,68% e 78,44%.

Ao todo são 14 vacinas oferecidas de graça pelo Programa Nacional de Imunizações. Em Marília, fora a BCG (aplicada ao nascer), nenhuma delas alcançou o patamar de 95% de cobertura vacinal.