Justiça marca julgamento e nega liberdade a acusado de tentar matar o pai em Marília
A 3ª Vara Criminal de Marília manteve a prisão preventiva do homem acusado de tentar matar o próprio pai, em janeiro deste ano, na zona oeste da cidade. Na mesma decisão, o juiz negou o pedido de liberdade provisória apresentado pela Defensoria Pública, concedeu ao réu os benefícios da assistência judiciária gratuita e marcou a audiência de instrução, debates e julgamento para o dia 24 de agosto, às 13h30, por videoconferência.
Segundo denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), o crime ocorreu por volta das 23h43 de 17 de janeiro, na rua Coroas, no bairro Senador Salgado Filho. A investigação aponta que o acusado se irritou com as frequentes cobranças do pai para que procurasse trabalho e cuidasse do veículo da família.
Ainda conforme a investigação, o homem retirou uma arma de fogo pertencente a um inventário familiar do quarto dos pais e a escondeu em seu próprio quarto, aguardando o momento de executar o plano. Horas depois, quando a vítima retornou do trabalho e desceu do carro para abrir o portão da residência, foi surpreendida por disparos efetuados à queima-roupa.
A vítima foi atingida no ombro, braço, antebraço, punho, axila e na região toracoabdominal, sofrendo ferimentos graves. Ao ouvir os disparos, a esposa acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Polícia Militar. O homem foi encaminhado ao Hospital das Clínicas de Marília, onde permaneceu internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e passou por cirurgias de emergência. De acordo com o MP-SP, o atendimento médico foi determinante para impedir a consumação do homicídio.
Após o crime, o acusado fugiu com um Fiat Palio preto da família e permaneceu escondido por alguns dias, até ser localizado e preso por policiais civis em outro imóvel da cidade. No local, a arma utilizada na tentativa de homicídio também foi encontrada e apreendida.
Ao manter a prisão preventiva, o magistrado destacou a gravidade concreta do crime e a forma como a ação foi praticada, entendendo que a liberdade do acusado representa risco à ordem pública e à instrução criminal.
O juiz também rejeitou o pedido de absolvição sumária apresentado pela defesa. Na audiência marcada para agosto, serão ouvidas testemunhas, a vítima e o acusado, que será interrogado por meio de plataforma on-line.