Homem é preso acusado de invadir contas e armazenar fotos íntimas; ‘mania’, teria dito
Um repositor de 33 anos foi preso em flagrante em Marília, na noite desta quinta-feira (16), suspeito de invadir contas digitais e armazenar imagens íntimas de mulheres sem autorização. O caso foi descoberto após uma dos alvos rastrear acessos em seu e-mail e identificar a localização do suspeito, que alegou ter “mania” de buscar conteúdos reais de nudez.
Reportagem do Marília Notícia apurou que a mulher, de 26 anos, acionou a Polícia Militar ao perceber que sua conta Google, vinculada ao celular, havia sido invadida. Ao verificar o sistema de localização, ela constatou que o acesso indevido ocorria em outro aparelho.
A apuração indicou um endereço na avenida João Martins Coelho, no Jardim Santa Antonieta, zona norte da cidade. Acompanhada do marido, a vítima foi até o local e encontrou o suspeito.
Segundo a denúncia, ele foi confrontado e teria admitido o acesso à conta. Disse ainda que “tinha o hábito de invadir perfis aleatórios para obter imagens armazenadas, principalmente em galerias e no Google Fotos.”
De acordo com o registro policial, o homem mostrou o celular e permitiu que a vítima encerrasse a sessão de sua conta. Durante a verificação, ela identificou diversas outras contas logadas no aparelho, incluindo a de uma adolescente de 13 anos.
No dispositivo, havia centenas de imagens de cunho íntimo. Fotos pessoais e de pessoas desconhecidas, algumas compartilhadas por meio do aplicativo Telegram, faziam parte do conteúdo obtido de forma criminosa.
A Polícia Militar, então, foi acionada e conduziu o suspeito até a Central de Polícia Judiciária (CPJ). Em depoimento, ele afirmou que criava perfis falsos, principalmente em redes sociais, para enganar usuários e obter senhas sob o pretexto de recuperação de contas.
O homem também declarou já ter respondido anteriormente por práticas semelhantes e teve o celular apreendido. A Polícia Civil entendeu que havia elementos suficientes para a prisão em flagrante, com decisão posterior da Justiça.
Conforme o Código Penal, divulgar ou armazenar cenas e imagens de nudez, sexo ou pornografia sem consentimento das pessoas envolvidas configura crime. O caso apurado em Marília envolve ainda a invasão de dispositivo informático.