MN Logo

12 anos. Mais de 103 mil artigos.

  • Polícia
  • Marília
  • Garça
  • Pompeia
  • Oriente
  • Quintana
  • Regional
  • Tupã
  • Vera Cruz
  • Entrevista da Semana
  • MAC
  • Colunas
  • Anuncie
Política
sex. 10 maio. 2024
RELATÓRIO

PGR avança sobre grilagens de Brazão, mas mantém lacunas sobre morte de Marielle

Denúncia contra os cinco acusados de encomendar e planejar a morte da vereadora Marielle Franco ampliou o rol de provas.
por Folhapress

A denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra os cinco acusados de encomendar e planejar a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) ampliou o rol de provas sobre a suposta grilagem de terras praticadas por Domingos Brazão, possível motivação para o crime.

O documento, porém, mantém as lacunas do relatório final da Polícia Federal sobre a preparação e execução do homicídio.

No rol de provas da acusação há inclusive uma evidência descartada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, quando o órgão era o responsável por apurar o crime. A Promotoria identificou uma explicação para a presença do major Ronald Paulo Alves Pereira no local da emboscada oito dias antes do homicídio, informação retomada pela PGR para incluí-lo na denúncia do caso.

A PGR apresentou na terça-feira (7) denúncia contra o deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido) e o irmão Domingos, conselheiro do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro), sob acusação de encomendarem a morte da vereadora. O motorista da vereadora, Anderson Gomes, também foi morto na ação.

O ex-chefe de Polícia Civil Rivaldo Barbosa e os policiais militares Robson Calixto Fonseca, o Peixe, e Ronald Pereira são acusados de ajudar no planejamento do crime. Os dois últimos não haviam sido indiciados pela Polícia Federal no relatório final apresentado em março, mas foram presos a pedido da Procuradoria.

A denúncia da PGR é um resumo sucinto sobre a dinâmica do crime a partir das provas colhidas pela PF. Ela tem 34 páginas contra 479 do relatório final da PF apresentado em março -um novo documento foi produzido pela polícia após as buscas, cujo teor ainda não foi tornado público.

O documento não menciona sequer a colaboração do ex-PM Ronnie Lessa, fonte das principais informações sobre a encomenda e o planejamento do crime no relatório da PF.

Como a Folha mostrou em março, a PF não apresentou provas que confirmassem os relatos do delator sobre os encontros com Domingos e Chiquinho, bem como o vínculo dos dois com o delegado Rivaldo. A corroboração é uma exigência incluída na legislação pelo pacote anticrime, aprovado em 2019.

A denúncia da PGR não faz referência a novas provas sobre a existência do encontro. Apenas repete o relato feito por Lessa sobre o crime.

Não aparecem também novas evidências contra o major Ronald, não indiciado pela PF, mas denunciado pela PGR e preso a seu pedido.

A principal evidência contra o PM é sua presença próximo ao local do crime no dia 6 de março, oito dias antes da morte de Marielle. A movimentação foi identificada por meio de antenas de telefonia.

A suspeita sobre major Ronald é antiga. A presença dele no local uma semana antes do crime foi apurada pelo MP-RJ à época em que o caso estava na Promotoria.

As promotoras responsáveis pelo caso, porém, apuraram que o PM participou de uma aula inaugural de seu curso de oficial no CICC (Centro Integrado de Comando e Controle), próximo ao ponto em que Marielle foi baleada. Por esse motivo, a evidência foi descartada, embora seu envolvimento no crime permanecesse em análise.

A denúncia traz, porém, novos elementos que reforçam a atuação de Domingos Brazão como grileiro na zona oeste do Rio de Janeiro, bem como seus vínculos com milicianos.

O documento mostra duas transações imobiliárias com características de grilagem e lavagem de dinheiro em nome de uma empresa de Brazão. Faz referências também a conversas de Peixe sobre a exploração de imóveis em áreas de milícia.

De acordo com a PGR, era essa atividade que estava sob ameaça com a atuação de Marielle e políticos do PSOL. Segundo a denúncia, o assassinato foi o ápice de uma série de desavenças anteriores dos irmãos Brazão com membros da sigla.

Segundo a acusação, os irmãos Brazão decidiram matar a vereadora para impedir que ela continuasse a prejudicar os interesses dos dois em práticas de grilagem de terras e para dissuadir outros integrantes da sigla a adotar a mesma postura.

A defesa de Domingos Brazão afirmou, no momento da prisão, que ele não tem qualquer ligação com o caso da morte da vereadora e que “delações não devem ser tratadas como verdade absoluta”.

Já Chiquinho Brazão, afirmou em 26 de março, que tinha “ótima relação” com Marielle quando era vereador e minimizou a divergência apontada pela PF em relação a um projeto dele para flexibilizar regras de regularização de terras no Rio.

A defesa do delegado Rivaldo Barbosa nega qualquer envolvimento dele com o crime e declara ter certeza de sua inocência.

***

POR ITALO NOGUEIRA

Compartilhar

Mais lidas

  • 1
    Ex-companheira é atacada dentro de apartamento em Marília
  • 2
    Operação da PM detém trio por tráfico e apreende drogas em Marília
  • 3
    Fraude no abastecimento não é falha pontual, é injustiça social
  • 4
    Homem é preso por agredir companheira na zona oeste de Marília

Escolhas do editor

ANÁLISE FISCAL
Governo Vinicius apresenta equilíbrio fiscal e mantém ritmo de execuçãoGoverno Vinicius apresenta equilíbrio fiscal e mantém ritmo de execução
Governo Vinicius apresenta equilíbrio fiscal e mantém ritmo de execução
FISCALIZAÇÃO
Fraude no abastecimento não é falha pontual, é injustiça socialFraude no abastecimento não é falha pontual, é injustiça social
Fraude no abastecimento não é falha pontual, é injustiça social
ENTREVISTA DA SEMANA
‘Doava sangue mesmo com a rotina mais corrida’ diz superdoador‘Doava sangue mesmo com a rotina mais corrida’ diz superdoador
‘Doava sangue mesmo com a rotina mais corrida’ diz superdoador
SAÚDE
Prefeitura amplia atendimento a autistas com investimento de R$ 1,8 milhãoPrefeitura amplia atendimento a autistas com investimento de R$ 1,8 milhão
Prefeitura amplia atendimento a autistas com investimento de R$ 1,8 milhão

Últimas notícias

Presidente da Câmara destaca ampliação dos serviços para autistas e apoio às famílias
Ex-companheira é atacada dentro de apartamento em Marília
Operação da PM detém trio por tráfico e apreende drogas em Marília
Governo Vinicius apresenta equilíbrio fiscal e mantém ritmo de execução

Notícias no seu celular

Receba as notícias mais interessantes por e-mail e fique sempre atualizado.

Cadastre seu email

Cadastre-se em nossos grupos do WhatsApp e Telegram

Cadastre-se em nossos grupos

  • WhatsApp
  • Telegram

Editorias

  • Capa
  • Polícia
  • Marília
  • Regional
  • Entrevista da Semana
  • Brasil e Mundo
  • Esportes

Vozes do MN

  • Adriano de Oliveira Martins
  • Angelo Ambrizzi
  • Brian Pieroni
  • Carol Altizani
  • Décio Mazeto
  • Fabiano Del Masso
  • Fernanda Serva
  • Dra. Fernanda Simines Nascimento
  • Fernando Rodrigues
  • Gabriel Tedde
  • Isabela Wargaftig
  • Jefferson Dias
  • Julio Neves
  • Marcos Boldrin
  • Mariana Saroa
  • Natália Figueiredo
  • Paulo Moreira
  • Ramon Franco
  • Robson Silva
  • Vanessa Lheti

MN

  • O MN
  • Expediente
  • Contato
  • Anuncie

Todos os direitos reservados.
Proibida a reprodução total ou parcial.
MN, Marília Notícia © 2014 - 2026

MN - Marília NotíciaMN Logo

Editorias

  • Capa
  • Polícia
  • Marília
  • Regional
  • Entrevista da Semana
  • Brasil e Mundo
  • Esportes

Vozes do MN

  • Adriano de Oliveira Martins
  • Angelo Ambrizzi
  • Brian Pieroni
  • Carol Altizani
  • Décio Mazeto
  • Fabiano Del Masso
  • Fernanda Serva
  • Dra. Fernanda Simines Nascimento
  • Fernando Rodrigues
  • Gabriel Tedde
  • Isabela Wargaftig
  • Jefferson Dias
  • Julio Neves
  • Marcos Boldrin
  • Mariana Saroa
  • Natália Figueiredo
  • Paulo Moreira
  • Ramon Franco
  • Robson Silva
  • Vanessa Lheti

MN

  • O MN
  • Expediente
  • Contato
  • Anuncie