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Marília
ter. 29 set. 2020

Marília tem casos positivos de raiva em bovinos e entra em alerta

por Carlos Rodrigues

Sem campanhas de vacinação antirrábica desde 2018, a região de Marília corre o risco da volta da raiva, uma doença neurológica fatal para a maioria dos mamíferos, inclusive o homem.

A Secretaria Municipal da Saúde informou que está em alerta, após dois casos constatados em bovinos, na zona rural de Marília. Outros animais com suspeita da doença morreram com os mesmos sintomas, mas sem que fossem coletadas amostras para análise.

Conforme explica o veterinário Lupércio Garrido Neto, da Divisão de Zoonoses do município, Marília faz parte de uma região que foi reclassificada pelo Ministério da Saúde.

Com isso a região deixou de ser considerada área de importância epidemiológica, com garantia de vacina pelo Governo Federal. A decisão é polêmica e tem gerado inúmeras críticas entre os técnicos, que temem grande retrocesso no controle, com a volta da raiva.

“O fato de não estarmos registrando raiva em animais domésticos se deve justamente ao histórico de campanhas. A vacinação é uma medida importante, que infelizmente está deixando de ser adotada”, disse Garrido.

Novas medidas

Em contraponto a não-imunização, o Estado tem cobrado que sejam adotadas medidas de controle e prevenção. “É uma situação nova que estamos vivendo; sem a vacina, mas com a cobrança para fazermos essa proteção. Estamos pensando em outras estratégias, como a instalação de pontos fixos de vacina”, disse o veterinário.

Atualmente, o município já dispõe de um ponto na Universidade de Marília (Unimar) e estuda oferecer a imunização permanente em mais duas grandes regiões: na zona Norte e Sul.

Porém, estes pontos fixos têm pelo menos duas grandes desvantagens. O primeiro é a dificuldade de acesso para pessoas que não têm carro. Assim, a população mais carente, que raramente tem acesso a vacinação em clínicas, pode ficar sem acesso ao imunizante.

O segundo ponto desfavorável é o risco de perda de vacinas, já que os frascos têm várias doses. “Se você abre uma vacina com dez ou vinte doses, mas só aplica em três ou quatro animais, em um determinado período, acaba tendo que descartar depois de alguns dias. A vantagem da campanha é que não há desperdício”, disse Lupércio.

Transmissão

Com o fim de política de vacinação em massa de cães e gatos – provocado pelo desmonte de vários programas e protocolos do Ministério da Saúde – maior número de Pets fica sujeito a adoecer, em caso de contato com morcegos contaminados com o vírus.

“Um animal desse, já doente, pode cair em um quintal. Pode ter contato com um cão que vai pegar a doença. No campo há um grande perigo também. Quando um bovino adoece e tem um sintoma, é normal um trabalhador tentar descobrir o que é, se está engasgado. É um perigo à saúde humana”, alertou o veterinário.

A raiva

A doença é transmitida ao homem pela saliva de animais infectados, principalmente por meio da mordida, podendo ser transmitida também pela arranhadura e/ou lambedura desses animais.

O período de incubação varia. Vai de dias até anos, com uma média de 45 dias no ser humano.  O tempo que leva para o adoecimento está relacionado à localização, extensão e profundidade da mordedura, arranhadura, lambedura ou tipo de contato com a saliva do animal infectado; da proximidade da porta de entrada com o cérebro e troncos nervosos; concentração de partículas virais inoculadas e cepa viral.

Nos cães e gatos, a eliminação de vírus pela saliva ocorre de dois a cinco dias antes do aparecimento dos sinais clínicos e persiste durante toda a evolução da doença (período em que é transmissível). A morte do animal acontece, em média, entre cinco e sete dias após a apresentação dos sintomas.

Segundo dados da Secretaria de Agricultura de São Paulo, em 2019 foram 211 casos em animais no Estado. Em 2018, o registro foi de 245 infectados.  O recorde histórico recente foi em 2014, quando São Paulo teve 301 registros de raiva em animais.

O Estado não registra um caso humano de raiva desde 1997.

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