MN Logo

12 anos. Mais de 105 mil artigos.

  • Polícia
  • Marília
  • Garça
  • Pompeia
  • Oriente
  • Quintana
  • Regional
  • Tupã
  • Vera Cruz
  • Entrevista da Semana
  • MAC
  • Colunas
  • Anuncie
Colunas
qui. 03 nov. 2022

Votação encerrada. E agora, leitor?

por Marcos Boldrin

(Foto: Divulgação)

Humanos desassossegam-se mais com a ideia do que com as coisas em si: o medo e a dor da represália dos pais é infinitamente maior do que a repreensão dada ao lhes entregar o bilhete de suspensão da escola por baderna.

Passadas as eleições, eis os pilotos escolhidos do transatlântico (Brasil e Estados) que aguardam o primeiro dia de 2023 para começarem a concretizar o que propuseram.

Ou não.

O foco do segundo turno das eleições foi o de escolher os realizadores, os executores: os chefes dos Poderes Executivos estaduais e federal.

Agora, esses devem se portar como os mais competentes administradores públicos, os mais eficientes, cuidadosos e preocupados com os nossos bolsos de contribuintes (cada centavo a mais em tributos dói se não retorna em qualidade, em excelência).

Líderes públicos qualificados em gestão orientada ao bem comum. Dentre outras virtudes.

Sonhar é livre. Cobrar também.

Há mais de 120 anos, em solo nacional e com interrupções, ocorrem eleições diretas com típica característica: são menos racionais e mais emocionais. Tomam nossas vísceras. Analisamos pouco as propostas: o fervor de votar nos delicia.

Votamos cheios de aspirações, plenos de que o nosso candidato vença todos os problemas – até mesmo aqueles que, muitas vezes, nós mesmos poderíamos resolver.

Um salvador da Pátria, um Dom Sebastião tupiniquim, ora empunhando espada e escudo, ora nos esperançando.

Tomados por este espírito, polarizamos e nos distanciamos do que poderia ser um bom e raro momento de debate nacional. Viramos extremistas, radicalizamos. Torcemos.

Torcer tem a ver com afetividade: é um desejar vivo, colorido, de se entregar a emoções inesquecíveis, intercalando angústias e prazeres.

O clima da disputa atual não foi diferente das anteriores: de “Prudente de Moraes x Afonso Pena” (1894) a “Luiz Inácio Lula da Silva x Jair Messias Bolsonaro” (2022), passando pelos vitoriosos General Eurico Gaspar (1945), Juscelino Kubitschek de Oliveira (1955), Fernando Affonso Collor de Mello (1989) e Fernando Henrique Cardoso (1994 e 1998): é sempre o mesmo – o de “Fla x Flu”, “Brasil x Argentina”, “Corinthians x Palmeiras”.

“MAC x Noroeste”.

Diante do que acompanhamos, inclusive com manifestações, paralisações e bloqueios, resta-nos o que disse o sábio Drummond: “e agora, você? / você que é sem nome, / que zomba dos outros, / você que faz versos, / que ama, protesta? / e agora, José?”

Agora, é tempo de unir.

Há ameaças, forças externas famintas que nos bicam as costas: superpotências incomodadas observam um país abaixo do Equador – geograficamente dominante e de gente simpática e trabalhadora – influenciar todo seu hemisfério.

O país que, sozinho e entre os demais 244, reconhecidos ou não, alimenta cerca de 10% da população mundial com eficiência, conhecimento e habilidades de alto rendimento, cultivando apenas 7% do território – somente o correspondente aos estados do Sul do país alimenta 800 milhões de pessoas ou toda a população dos 58 países europeus.

Aliás, neste exato momento e enquanto não se sabe como lidar com a suspensão de fornecimento de grãos pela Rússia e a guerra com a Ucrânia, toda a Europa reativa suas usinas altamente poluentes para gerar energia vital visando ao menos a sobrevivência de seus cidadãos e de cada um de seus países às portas do inverno que se aproxima e que poderá enterrar sua economia literalmente no gelo.

O Brasil, ao contrário, amplia sua oferta interna de energia em 1,3% em relação a 2021, além de incrementar em 46,4% suas fontes renováveis.

Renováveis e mais limpas, combinadas à reserva de ativos de pegada de carbono e de água: somente a que está sob o solo brasileiro pode sustentar o planeta inteiro por 250 anos.

O Brasil ensina ao mundo.

Precisamos ficar atentos: feras encurraladas ou feridas podem rosnar feio. Morder até. Atacar.

O pior adversário do homem é o seu ego; o da nação, a alma de seu povo. Portanto, nosso maior opositor não são os outros: precisamos de coesão e de controle emocional – o que vem de dentro pode infectar e corromper o espírito.

Ou revigorar, nos agigantando.

Compreendamos as variações emotivas desta e daquela parcela da sociedade na ressaca pós-eleitoral: todo aquele que é saudável emocionalmente se sensibiliza. Sorri. Chora.

Mas seu coração tem que continuar inabalável.

Mantenhamos, pois, os nossos sempre inquebrantáveis e serenos, mesmo porque todos ganhamos: preservemos a nossa democracia, defensável e viva na frase de Evelyn Beatrice Hall em seu livro sobre Voltaire: “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você as dizer.”

E não nos entreguemos a sono profundo: a democracia como a conhecemos é uma criança carente de proteção, enjaulada por gente que, por vaidade ou ignorância, a machuca por seus atos e omissões, tentado moldá-la às próprias vontades e desejos.

Diante das atitudes de autoridades que têm o dever de zelar por ela, repensá-la talvez seja a melhor forma de a protegermos.

Uma casa dividida não se sustenta: esmorece e cai.

Hora de nos unirmos para a reformar, fortificando-a e fortalecendo a nós mesmos.

Sucesso. Sempre.

 

Marcos Boldrin

Coronel da reserva, é arquiteto, urbanista e ex-gestor público estadual e municipal

@marcosboldrin

[email protected]

Compartilhar

Mais lidas

  • 1
    Menino de dois anos desaparece em fazenda de Ocauçu
  • 2
    Retomada dos trens pode mudar dinâmica da mobilidade urbana
  • 3
    Homem furta a própria casa e denuncia roubo por parte do proprietário do imóvel
  • 4
    Homem desaparece em Marília após ameaças e família recebe relatos de agressão

Escolhas do editor

DESAPARECIDO
Menino de dois anos desaparece em fazenda de OcauçuMenino de dois anos desaparece em fazenda de Ocauçu
Menino de dois anos desaparece em fazenda de Ocauçu
FROTA
Emplacamentos de veículos novos crescem 13,24% em Marília no semestreEmplacamentos de veículos novos crescem 13,24% em Marília no semestre
Emplacamentos de veículos novos crescem 13,24% em Marília no semestre
RIC AMBIENTAL
A velocidade responde à urgência. O planejamento constrói o futuroA velocidade responde à urgência. O planejamento constrói o futuro
A velocidade responde à urgência. O planejamento constrói o futuro
FERROVIA
Retomada dos trens pode mudar dinâmica da mobilidade urbanaRetomada dos trens pode mudar dinâmica da mobilidade urbana
Retomada dos trens pode mudar dinâmica da mobilidade urbana

Últimas notícias

Menino de dois anos desaparece em fazenda de Ocauçu
Bombeiros fazem buscas no Jardim Marajó, mas não encontram homem desaparecido
MAC perde para o Linense em Lins e deixa liderança do grupo da Copa Paulista
Emplacamentos de veículos novos crescem 13,24% em Marília no semestre

Notícias no seu celular

Receba as notícias mais interessantes por e-mail e fique sempre atualizado.

Cadastre seu email

Cadastre-se em nossos grupos do WhatsApp e Telegram

Cadastre-se em nossos grupos

  • WhatsApp
  • Telegram

Editorias

  • Capa
  • Polícia
  • Marília
  • Regional
  • Entrevista da Semana
  • Brasil e Mundo
  • Esportes

Vozes do MN

  • Adriano de Oliveira Martins
  • Angelo Ambrizzi
  • Brian Pieroni
  • Carol Altizani
  • Décio Mazeto
  • Fabiano Del Masso
  • Fernanda Serva
  • Dra. Fernanda Simines Nascimento
  • Fernando Rodrigues
  • Gabriel Tedde
  • Isabela Wargaftig
  • Jefferson Dias
  • Julio Neves
  • Lucas Caldeira
  • Marcos Boldrin
  • Mariana Saroa
  • Mateus Castanheira
  • Natália Thomé
  • Paulo Moreira
  • Ramon Franco
  • Robson Silva
  • Vanessa Lheti

MN

  • O MN
  • Expediente
  • Contato
  • Anuncie

Todos os direitos reservados.
Proibida a reprodução total ou parcial.
MN, Marília Notícia © 2014 - 2026

MN - Marília NotíciaMN Logo

Editorias

  • Capa
  • Polícia
  • Marília
  • Regional
  • Entrevista da Semana
  • Brasil e Mundo
  • Esportes

Vozes do MN

  • Adriano de Oliveira Martins
  • Angelo Ambrizzi
  • Brian Pieroni
  • Carol Altizani
  • Décio Mazeto
  • Fabiano Del Masso
  • Fernanda Serva
  • Dra. Fernanda Simines Nascimento
  • Fernando Rodrigues
  • Gabriel Tedde
  • Isabela Wargaftig
  • Jefferson Dias
  • Julio Neves
  • Lucas Caldeira
  • Marcos Boldrin
  • Mariana Saroa
  • Mateus Castanheira
  • Natália Thomé
  • Paulo Moreira
  • Ramon Franco
  • Robson Silva
  • Vanessa Lheti

MN

  • O MN
  • Expediente
  • Contato
  • Anuncie