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Saúde vai sugerir que médicos particulares atendam em domicílio

Cidade
16 de março de 2020

Supervisora da VE (ao centro) afirma que vai conversar com planos; objetivo é evitar corrida às unidades de pronto atendimento e hospitais (Foto: Leonardo Moreno/Marília Notícia)

Para evitar uma corrida às portas de Pronto Atendimento e hospitais, a Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde vai sugerir aos convênios médicos que façam atendimento domiciliar, em pacientes com sintomas respiratórios leves.

A medida foi anunciada pela supervisora do serviço de Vigilância, após coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (16), no gabinete do prefeito Daniel Alonso. A Prefeitura reuniu dirigentes de hospitais apresentou o cenário e algumas medidas de controle na cidade.

“Queremos que os convênios se responsabilizem também. Toda a rede (de saúde) precisa se responsabilizar. Os nove primeiros casos suspeitos, que tivemos na cidade, todos são usuários de convênios de saúde”, disse Alessandra Arrigoni, responsável pelo setor.

Ela explica que não há indício da chamada transmissão comunitária – quando a pessoa sob suspeita de Covid-19 desconhece a possível fonte de infecção. Todos os casos que estão sob investigação na cidade são de pessoas que estiveram em país onde a doença já se alastrou.

“Muitas pessoas tem procurado as unidades de saúde com sintomas de resfriados e sem nenhum histórico de viagem para países com a doença. Estes pacientes estão assustados e querem exames, mas não têm critérios para investigação de Covid-19”, afirma.

Essa corrida – PA, UPA, ProntoMed e hospitais – segundo a especialista, é um problema sob vários aspectos. O critério, além de viagem recente (até 14 dias), é ter febre e tosse, que são sintomas da doença provocada pelo novo coronavírus.

“Além de aumentar a demanda de serviço dos profissionais sem efetiva necessidade, essas pessoas com resfriados estão se expondo, em um ambiente que favorece infecções e transmissão de vírus da gripe. É absolutamente desnecessário”, afirma.

Por isso, a Saúde quer tratar em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades Saúde da Família (USFs) quem for do SUS – Sistema Único de Saúde – e sugere o atendimento domiciliar aos pacientes da rede privada, que chegaram de viagens a países com transmissão.

Entre os nove pacientes com suspeitas de Covid-19 (todos de convênios), as idades variam de 21 a 65 anos. As viagens recentes foram a três países: EUA, México e Portugal. Todos, segundo a Vigilância tem o chamado vínculo epidemiológico.

As equipes da saúde trabalham, segundo a supervisora, desde sexta-feira (13) na busca de sintomáticos no círculo de convivência das pessoas com suspeita da doença.