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Mente: nossa principal aliada para a vitória

Coluna
23 de setembro de 2021

Durante o período que participei do curso de formação de voluntários para o Centro de Valorização da Vida (CVV), para integrar o posto de atendimento de Marília, me chegou até as mãos um dos livros mais relevantes que li nos últimos 20 anos: “O poder da autorresponsabilidade”, do coach Paulo Vieira.

O livro, literalmente, abriu a minha mente. À medida que avançava na leitura, novos horizontes eram me apresentado. A partir deste livro, cheguei a outra crucial obra, esta escrita por David Goleman, “Inteligência emociona’l. De modo que, estas duas obras, aliada ao “O monge e o executivo”, de James Hunter, formam a trinca dos principais livros de instrução que li depois que conclui a minha graduação universitária.

Digo livros de instrução porque realmente me ensinaram passo a passo, me proporcionaram dicas estratégicas e ferramentas para que pudesse aplicar no cotidiano, tal qual os livros técnicos de Jornalismo me alicerçaram nos meus anos de Comunicação Social na Universidade de Marília (Unimar).

A mente é a nossa principal aliada para a vitória. O foco também, e o equilíbrio emocional consiste num capital tão essencial como um ativo financeiro. Aprendi muito durante o treinamento do CVV, principalmente a ouvir. Zerar a minha presença e deixar o outro expor seus conflitos pela fala. Essa é a tarefa de auxílio emocional.

A missão do voluntário do CVV é esta: o apoio emocional num momento de desespero do próximo. Valorizar a mente é valorizar a vida e para os jovens manterem um cérebro sadio inclui leituras, alimentação saudável, pensamentos edificantes e espiritualidade. Isso porque o ser humano é tríduo: corpo, mente e alma.

Bons hábitos rendem frutos extraordinários. A leitura, por exemplo, permite que a empatia floresça em nós e que as experiências vividas e narradas pelo outro na forma de livro, também nos capacitem e nos fortalecem.

Recordo que o escritor Umberto Eco (1932-2016), de “O nome da rosa” e um dos autores da semiótica dos meus idos de Jornalismo com seu “Apocalípticos e integrados”, afirmou que quem não lê, ao final de sua vida, terá vivido somente uma vida: a sua. Enquanto, quem lê, terá vivido cinco mil anos, pois “a leitura é uma imortalidade de trás para frente”.

Escrever também se faz estratégico para uma mente saudável. O diálogo permanente, principalmente com os mais experientes, é um terreno fértil para o crescimento mental. E quando tudo parecer escuro e angustiante, procure colocar para fora através de uma franca conversa. Mas, se a conversa não resolver, procure uma terapia. Ninguém merece viver com sentimentos represados, com dores e isolado sem a busca de ajuda para uma solução. A vida é e será sempre mais, muito mais.