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Presença de quatis exige placas e lombadas, diz veterinária

Cidade
14 de março de 2019

Quatis nas proximidades do Bosque Municipal Rangel Pietraroia (Foto: Divulgação)

A presença de quatis no Bosque Municipal Rangel Pietraroia, localizado na zona Leste de Marília e a ida dos animais para as ruas e avenidas próximas exige a instalação de placas e redutores de velocidade nas proximidades do local.

Quem diz isso é a veterinária do ambulatório do bosque, Melissa Campitelli Ferreira, em nota enviada ao Marília Notícia.

A administração municipal, no entanto, não afirma qual o prazo para que as medidas necessárias para a instalação dos dispositivos viários seja feita.

O site veiculou uma matéria nesta segunda-feira (11) onde mostra os mamíferos atravessando a avenida para buscar comida no lixo depositado na calçada oposta. Tanto animais quanto motociclistas e motoristas acabam em risco.

A veterinária afirma que os quatis já existem aos arredores do bosque “muito tempo antes de serem percebidos no seu interior”. E antes disso eles já revirariam o lixo de casas e condomínios próximos.

“Esses animais são de vida livre, exímios escaladores e vão e vem a todo o momento. Além do que, são animais que tem como hábito fuçar tudo que encontram, por isso de sempre estarem fuçando o chão, viveiros, latões de lixo entre outras coisas”, explica Melissa.

Alimentação

Os animais encontrados no bosque estariam superalimentados, diz a veterinária, inclusive com grande número de filhotes.

“Os quatis costumam frequentar o Bosque Municipal até pelo excesso de alimento disponível em mata, visto que estes animais são onívoros, se alimentando de pequenos insetos, frutas, frutos, resto de alimentos deixados em lixeiras e na mata, entre outras coisas”.

Apesar da proibição e da presença de placas alertando para isso, marilienses estariam colocando alimentação para quatis e gatos dentro do bosque. Esse comportamento desestimula os animais a buscarem alimentos que antes faziam parte de sua dieta.

“É possível perceber facilmente que não há falta de alimento no interior, muito pelo contrário, até excesso o que tem tornado o bosque não somente uma passagem, como um local por onde estão começando a se manter por mais tempo”, afirma Melissa.