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Daem livra cachoeira da contaminação por esgoto no Maracá

Cidade
20 de setembro de 2019

Rede que liga elevatória à estação de tratamento, entregue pela construtora que fez residencial, não suportava volume e esgoto já atingia queda d’água. (Foto: Divulgação)

A Prefeitura de Marília e o Daem (Departamento de Água e Esgoto de Marília), após cinco dias de trabalho e cerca de 400 metros de rede com intervenção, concluíram obras para acabar com contaminação de cachoeira por esgoto e dar mais segurança ao sistema, que foi feito pela empresa que construiu o residencial.

O serviço atende à demanda de moradores, que constataram a presença de esgoto na queda d’água, uma ameaça ao meio ambiente. O reparo foi iniciado de forma imediata. Foram cinco dias de trabalho, que só terminou na manhã desta sexta-feira, dia 20.

(Foto: Divulgação)

O supervisor de rede de esgoto do Daem, Claudinei dos Santos de Brito, explica que o problema estava entre uma estação elevatória e a estação de tratamento do Maracá.

Ao invés de seguir – impulsionada pela bomba – até a segunda estação, de onde sairia tratada e seria devolvida limpa a um córrego, parte da água contaminada vazava e atingia a cachoeira.

“Essa rede tem muitas curvas e teve alguns pontos com sujeira, além de bolsões de ar. Foi preciso abrir em vários pontos, fazer limpeza (terra e outros dejetos que não deveriam ser lançados no esgoto) para que pudéssemos resolver o problema”, disse o supervisor.

(Foto: Divulgação)

Ele conta ainda que foi necessário, praticamente, refazer a rede em alguns trechos, devido ao excesso de curvas, “redesenhando” o sistema projetado pela construtora, que apesar da construção recente, não se responsabilizou pelo reparo.

“Não vemos problemas no dimensionamento da bomba. O problema é que o sistema não estava dando conta por causa dessas curvas e obstruções, não estava aguentando elevar o esgoto até a fase (estação) seguinte”, ponderou Claudinei.

O presidente do Daem, Marcelo Macedo, explica que após a fase de testes e início das operações efetivas da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) na Bacia do Pombo, o esgoto produzido no Maracá e adjacências não será mais tratado no local.

(Foto: Divulgação)

Ao invés disso, será entregue na rede coletora do sistema de afastamento até a grande estação da bacia, onde passará por tratamento e será liberada sem contaminações ao meio ambiente. “Tudo isso estará funcionando muito em breve, dando mais segurança a todo o sistema da bacia do Pombo”, finalizou o presidente.

BACIA DO POMBO

O grande sistema que vai atender o Maracá receberá 209 litros por segundo e atenderá uma população de 47 mil pessoas das zonas Oeste e Norte. A obra está concluída e encontra-se em fase de testes.

Outro sistema gigantesco em fase final é a Bacia do Barbosa, que atenderá 85 mil pessoas do Centro e Zona Sul, com 231 litros por segundo de esgoto. Somadas, resultarão em quase 70% do esgoto do município com tratamento. Com a ETE Palmital, a ser construída, a cidade atingirá a totalidade de saneamento do esgoto domiciliar.