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Policiais baleados por empresário seguem afastados das ruas

Polícia
01 de julho de 2022

Francis Vinícius Bez Angonese atirando contra policiais militares no Centro de Marília (Imagem: Reprodução)

Os dois policiais militares baleados pelo empresário Francis Vinícius Bez Angonesse, em setembro do ano passado, seguem afastados das ruas. Um deles precisou passar por quatro cirurgias e ainda se recupera em casa. O outro voltou ao trabalho em janeiro deste ano, mas realiza serviços administrativos. O militar segue com uma munição alojada no pé e na perna esquerda.

Segundo apurado pelo Marília Notícia, o cabo M.A.S., de 46 anos, permanece afastado das funções. Vítima de maior gravidade, o policial precisou passar por quatro procedimentos cirúrgicos, e um dos ferimentos segue em fase cicatrização. A recuperação tem sido feita em casa.

Já o sargento PM J.F.S., de 43 anos, voltou ao trabalho no início do ano. O militar permanece com munição alojada no pé e na perna esquerda, e trabalha no setor administrativo da Polícia Militar.

Os dois policiais foram baleados na madrugada do dia 30 de setembro do ano passado, na rua Monteiro Lobato, em atendimento à ocorrência de ameaça e disparo de arma de fogo.

O MN teve acesso exclusivo aos vídeos, um mês após a sentença da Justiça. Na decisão, o Judiciário considera que o empresário não tem condições mentais para controlar os próprios atos, e estava fora de si no momento do crime. O réu foi condenado à internação em uma instituição psiquiátrica.

INIMPUTÁVEL

O Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc) concluiu o laudo psicológico do empresário após pedido do advogado de defesa Ricardo Carrijo Nunes. O exame apontou incapacidade por insanidade mental, o que classifica Angonesse como inimputável.

Francis é atirador esportivo registrado e possuía em casa uma pistola calibre 9mm e outra .380, além de uma espingarda 12, bem como várias munições e apetrechos para a recarga.

CRIME

O crime aconteceu no dia 30 de setembro de 2021. O empresário estaria irritado por uma discussão anterior com o vigilante da rua. Após ingerir bebida alcoólica, ele passou a efetuar disparos de dentro de casa para o alto – inicialmente no jardim de inverno e posteriormente no quintal -, enquanto gritava “hoje eu mato ou eu morro.”

De acordo com o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), a Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência de disparo e, ao chegar ao endereço, os militares tocaram a campainha.

Neste momento, Angonesse teria ido armado até a garagem, onde falou “se eu for sair daqui, é para matar ou para morrer” e disparou em direção à via pública.

Os policiais teriam tentando fazer Francis se render, mas o empresário abriu o portão, empunhando uma pistola 9mm – equipada com mira laser -, dizendo que mataria a todos, momento em que passou a efetuar disparos. Mesmo abrigados atrás de postes, os militares acabaram alvejados.

Um dos policiais foi atingido por quatro projéteis – coxa esquerda, pé esquerdo, braço esquerdo e costas. O outro por duas vezes – coxa e perna esquerdas. Em apoio, outros policiais revidaram e atingiram o acusado, que acabou contido.