Olheiro ajuda na fuga de comparsa e acaba preso por tráfico durante ação na Vila Barros

Um homem de 27 anos foi preso em flagrante por tráfico e associação para o tráfico de drogas na manhã desta terça-feira (24), durante ação de agentes da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), na Vila Barros, zona norte de Marília. A prisão ocorreu após levantamento sobre um ponto apontado como recorrente para a prática do crime.
Segundo a Polícia Civil, os investigadores montaram campana no cruzamento das ruas Delfim Moreira e Plínio de Queiroz, onde há uma viela que dá acesso a uma área de mata conhecida pela movimentação de suspeitos.
Durante a observação, os policiais afirmam ter presenciado duas vendas de drogas a usuários que estiveram no local a pé. Não houve abordagem naquele momento, para priorizar a estratégia de identificação dos principais envolvidos.
De acordo com o registro, o comércio era realizado por um homem que carregava uma sacola com entorpecentes, enquanto outro atuava como “olheiro”, monitorando a aproximação de pessoas e veículos.
No momento da abordagem, o suspeito teria gritado “olha o bicho!” para alertar o comparsa, que fugiu pela viela em direção ao matagal e não foi localizado. Durante a fuga, o homem abandonou a sacola com as drogas.
No local, foram apreendidas 19 porções de maconha, 78 de crack e 159 de cocaína, totalizando aproximadamente 300 gramas de entorpecentes, segundo a polícia. As porções estavam embaladas individualmente e prontas para venda.
O homem que acabou preso ainda teria tentado se desfazer de três microtubos de cocaína, semelhantes aos encontrados na sacola abandonada pelo outro suspeito. Questionado, afirmou apenas que era usuário de drogas.
Conforme a Polícia Civil, o investigado já possui antecedentes por tráfico e havia sido preso em novembro de 2024 quando vendia drogas no mesmo bairro, a poucas quadras do local da nova ocorrência.
Ele foi encaminhado à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília, onde permaneceu preso após ser autuado em flagrante por tráfico e associação para o tráfico. A Polícia Civil representou pela conversão da prisão em flagrante para preventiva. A decisão caberá à Justiça.