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Morte de idosos acima dos 90 cai após aplicação da vacina

Cidade
07 de abril de 2021

 

A Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde de Marília já vê os efeitos da vacinação na cidade. A queda na internação e na mortalidade de marilienses com 90 anos ou mais é um desses indícios.

Essa faixa etária foi uma das primeiras a serem vacinadas, ou seja, a imunização ocorreu logo depois da aplicação feita nos trabalhadores dos serviços de saúde. Os mais idosos começaram a receber as doses de forma ampla em Marília no dia 8 de fevereiro.

Entre os óbitos notificados no município, referentes a pacientes que iniciaram sintomas a partir daquela data, os idosos com mais de 90 anos – ou esta idade – representam 2,4% do total.

Em comparação com as mortes por Covid-19 notificadas na cidade antes do início da vacinação, este grupo – das pessoas mais velhas – representava 9,4% dos óbitos. Índice atual é quase quatro vezes menos o anterior.

Além disso, foi observada redução nas notificações de mortes dos idosos com mais de 90 anos, em relação ao total de óbitos por Covid-19 em Marília. Queda foi de 74,4%.

INTERNAÇÕES

Também é possível identificar que caiu quase pela metade a proporção de internações depois da aplicação das doses. Antes da vacina, esse grupo representava 2,5% dos internados por Covid-19 em Marília. Depois, passou a retratar 1,4% do total.

As informações foram levantadas pela reportagem do Marília Notícia diretamente nos bancos de dados do Governo do Estado, utilizados para classificação regional do Plano São Paulo.

VIGILÂNCIA

A supervisora da Vigilância Epidemiológica, Alessandra Arrigoni Mosquini, confirma ao MN que a Secretaria da Saúde tem observado a queda na mortalidade dos idosos com 90 anos ou mais pelo novo coronavírus, depois da aplicação do imunizante.

Diante da constatação, ela avalia que “precisamos vacinar o mais rápido que pudermos, a maior quantidade que pudermos. Mas, para isso, precisamos de vacina”.

A Prefeitura de Marília reclama que tem recebido doses inferiores aos números de idosos de cada faixa etária. O Estado nega repasse menor e o Ministério Público investiga o impasse.

“Não recebemos vacinas em quantidade [suficiente] e tempo oportuno. A campanha de vacinação ainda é morosa no Brasil”, lamenta a supervisora.

Outro problema, segundo Alessandra, são as variantes do coronavírus. “E as novas cepas estão avançado para outros grupos, já que estes idosos com mais de 90 anos estão vacinados”, aponta.