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Marília sofre epidemia de dengue. Número de casos aumenta em 74%

Cidade
01 de junho de 2014

Marília sofre uma epidemia de dengue. São 524 casos confirmados em apenas cinco meses. A Vigilância Epidemiológica da cidade registrou um número 74% maior em relação ao mesmo período de 2013, quando foram notificados 301 casos. Segundo o Ministério da Saúde, é considerado epidemia quando ocorrem 150 casos para cada 100 mil habitantes, ou seja, Marília tem quase o dobro do número considerado ‘controlável’.

O número de casos já é maior que o ano de 2013 inteiro, quando foram notificadas 467 pessoas com dengue. O bairro com o maior incidência é o Alto Cafezal, que inclusive recebeu uma operação especial de combate por parte da Prefeitura. O mutirão começou na última quinta-feira (29) e terá a duração de 7 a 10 dias. “Vamos vistoriar uma grande área, formada por um quadrilátero, que abrange a Rua Joaquim de Abreu Sampaio Vidal até a Avenida Rio Branco e da Avenida Santo Antônio até as margens da Rodovia do Contorno. Mesmo com a queda de temperatura, nós iremos de casa em casa e também vamos visitar terrenos baldios com o objetivo de eliminar os focos e intensificar as ações de combate”, comenta Lupércio Garrido, médico veterinário e coordenador da divisão de zoonoses da Secretaria Municipal da Saúde.

Ajuda da população:

Sempre é bom lembrar que a colaboração dos moradores é fundamental no combate a doença. “Gostaríamos de pedir mais uma vez a população que continue a colaborar. O morador do bairro é o nosso parceiro no extermínio do mosquito da Dengue”, ressalta Danilo Bigeschi, assessor especial da Secretaria Municipal.

Veja 15 dicas para acabar com a dengue:

  • Evitar água parada.
  • Sempre que possível, esvaziar e escovar as paredes internas de recipientes que acumulam água.
  • Manter totalmente fechadas cisternas, caixas d’água e reservatórios provisórios tais como tambores e barris.
  • Furar pneus e guardá-los em locais protegidos das chuvas.
  • Guardar latas e garrafas emborcadas para não reter água.
  • Limpar periodicamente, calhas de telhados, marquises e rebaixos de banheiros e cozinhas, não permitindo o acúmulo de água.
  • Jogar quinzenalmente desinfetante nos ralos externos das edificações e nos internos pouco utilizados.
  • Drenar terrenos onde ocorra formação de poças.
  • Não acumular latas, pneus e garrafas.
  • Encher com areia ou pó de pedra poços desativados ou depressões de terreno.
  • Manter fossas sépticas em perfeito estado de conservação e funcionamento.
  • Colocar peixes barrigudinhos em charcos, lagoa ou água que não possa ser drenada.
  • Não despejar lixo em valas, valetas, margens de córregos e riachos, mantendo-os desobstruídos.
  • Manter permanentemente secos, subsolos e garagens.
  • Não cultivar plantas aquáticas.