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Mãe implora por medicação para filha que sofreu acidente em escola

Cidade
18 de novembro de 2019

Pequena Melissa Iraci Brito de Paula sofreu acidente após cadeira de rodas travar em escola (Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)

A mãe da cadeirante Melissa Iraci Brito de Paula, de oito anos, fez um apelo nas redes sociais para conseguir os medicamentos que sua filha precisa. A criança sofreu um acidente dentro da escola municipal em maio deste ano e quebrou os dois fêmures.

Thaisy Garcia escreveu em sua página do Facebook que a criança precisa de uma medicação que vem dos Estados Unidos e duas ampolas custariam R$ 40 mil.

“Seu prefeito ajuda meus filhos, pois todos os acidentes foi na escola da Prefeitura. Tenha consciência, você também é pai”, escreveu a mulher.

Criança teve os dois fêmures quebrados (Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)

“Salva a vida dos meus filhos, aqui é uma mãe desesperada”, completou.

A publicação viralizou e se aproxima dos 300 compartilhamentos. São dezenas de comentários solidários à criança.

Thaisy entrou com uma ação em nome de sua filha contra a administração municipal pedindo R$ 200 mil por danos morais.

O juiz Walmir Idalêncio dos Santos Cruz, da Vara da Fazenda Pública, no entanto, decidiu fixar o valor da condenação em R$ 40 mil. A sentença assinada na semana passada acaba de ser disponibilizada nesta segunda-feira (18).

Prefeitura acaba de ser condenada a arcar com custo médico (Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)

A administração municipal, que ainda pode recorrer, também foi condenada a pagar todo o tratamento médico da criança.

Além da indenização por danos morais, os advogados pediam uma pensão de três salários mínimos mensais por toda a vida da menina, bem como restituição das despesas oriundas do acidente.

O magistrado, no entanto, negou o pedido. A defesa da criança pode recorrer da decisão desfavorável nesse aspecto e também pedir a revisão do valor fixado como dano moral.

O Marília Notícia já havia publicado uma matéria sobre o drama vivido pela família em agosto deste ano.

Criança nasceu com falta de cálcio e raquitismo por nascimento prematuro (Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)

Entenda

O acidente aconteceu na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Nelson Gabaldi, localizada na zona Oeste de Marília, no dia 16 de maio deste ano.

A cadeira de rodas fornecida pela escola, segundo consta na petição inicial do processo, não possuía cinto de segurança e estava emperrando. A mãe já teria feito diversas queixas sobre o problema à direção desde o começo do ano.

Naquele dia, a menina sofreu uma queda e quebrou os dois fêmures. No episódio, segundo os advogados, ela perdeu muito sangue e várias vitaminas, “correndo o risco de ter uma parada cardíaca”.

(Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)

A aluna também teria passado “por cirurgia de redução e fixação, onde foi colocado uma haste em cada perna”.

A criança é cadeirante por causa da falta de cálcio devido ao raquitismo vinculado ao seu nascimento prematuro. Exatamente um dia após o acidente na escola estava previsto o início de um tratamento na Rede de Reabilitação Lucy Montoro.

A esperança era de que a garota pudesse voltar a andar. No entanto, após a queda não existe mais uma previsão para início de sua reabilitação.

Desabafo de mãe desesperada nas redes sociais (Imagem: Reprodução/Facebook)