Justiça nega exame toxicológico e marca audiência de jovem que matou gata em Garça

Em uma nova etapa do caso que gerou comoção nacional, a Justiça de Garça determinou o andamento da ação penal contra Caê Bellini Saldanha, de 21 anos, acusado de furtar e matar a gata Charlotte. A juíza Nathalia Montanher da Rocha Queiroz, da 2ª Vara do Foro de Garça, manteve o recebimento da denúncia e marcou a audiência de instrução para 25 de novembro de 2026, às 14h.
A defesa de Saldanha havia pedido a realização de exame para avaliar se o acusado tinha dependência de drogas e se essa condição poderia ter relação com o crime. A magistrada, porém, negou o pedido neste momento e informou que a questão poderá ser analisada novamente após o interrogatório do réu.
A juíza também rejeitou o pedido de absolvição sumária apresentado pela defesa. Segundo a decisão, não há, neste momento, elementos que permitam encerrar o processo antes da produção das provas. Para a magistrada, os argumentos apresentados pela defesa dependem da análise dos fatos e das provas que ainda serão produzidas durante a instrução.
Com isso, o processo avança para a fase de produção de provas, e o réu permanece preso preventivamente. A audiência de novembro será realizada por videoconferência. Além do interrogatório do acusado, estão previstos os depoimentos das testemunhas de acusação, entre elas os policiais militares que atenderam à ocorrência.
O crime ocorreu em meados de maio deste ano. Segundo a denúncia apresentada pelo promotor Richard Fabrício Messas, o réu levou a gata Charlotte de uma marcenaria na rua Barão do Rio Branco, onde ela era cuidada pelos tutores, e permaneceu com o animal por alguns dias.
Ainda de acordo com a denúncia, posteriormente o animal foi agredido e queimado em uma churrasqueira na área de lazer do condomínio onde o acusado morava.
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) pede a condenação de Saldanha pelos crimes de furto de animal doméstico e maus-tratos com resultado morte. A acusação também cobra R$ 200 mil por dano moral coletivo, além de indenização aos tutores.