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Ipremm quer levantar R$ 30 milhões com leilão de imóveis da Prefeitura

Cidade
09 de agosto de 2018

Presidente do Ipremm, Mônica Regina Silva (Foto: Leonardo Moreno/Arquivo)

O Instituto de Previdência do Município de Marília (Ipremm) está se preparando para uma série de leilões de imóveis da Prefeitura com o objetivo de ajudar a cobrir o déficit nas contas dos aposentados no serviço público local.

A presidente do instituto, Mônica Regina Silva, disse nesta quinta-feira (9) ao Marília Notícia que pretende levantar R$ 30 milhões até o final do ano com os leilões para diminuir a frustração de receitas previdenciárias repassadas pela administração municipal.

Também existe um rombo milionário de R$ 180 milhões herdado das gestões passadas, alvo de Comissão Parlamentar de Inquérito. O leilão deve auxiliar na recomposição patrimonial.

Na semana passada o MN noticiou sobre alerta do Tribunal de Contas do Estado sobre recursos previdenciários aquém do esperado, entre outros problemas orçamentários.

Se os planos de Mônica derem certos, as vendas dos prédios municipais deve ser feitas em três ou quatro fases de aproximadamente 10 imóveis até dezembro e, de acordo com ela, “amenizar a situação”.

Para isso é preciso da aprovação da Câmara de Marília. A minuta de um projeto de lei tratando do tema será discutido em reunião da Comissão de Estudos de Receitas ao Custeio do Ipremm nesta sexta-feira (10).

Também será feita uma análise dos imóveis passíveis de irem para leilão. A presidente do instituto não quis antecipar a lista dos prédios antes de se reunir com os vereadores, mas diz que aproximadamente 30 estão sendo discutidos.

Recentemente o prefeito Daniel Alonso (PSDB) disse que mais de 20 prédios próprios da Prefeitura estão vagos. Por outro lado a administração aluga dezenas de imóveis para todo tipo de oferta de serviço público.

Entrevista

“Nessa reunião de sexta vamos minutar o projeto de lei para depois nos reunirmos com os vereadores e posteriormente apresentar em plenário. Faremos o leilão em fases, tentaremos levar uns 12 imóveis para leilão na primeira, onde pretendemos levantar R$ 10 milhões”, explica Mônica.

De acordo com ela, as contribuições previdenciárias com origem na parte patronal da Prefeitura e no desconto de folha de pagamento dos servidores na ativa não estão sendo suficientes para cobrir as aposentadorias.

“Os leilões serão para complementar a folha de pagamento e garantir, dar mais segurança, para o longo dos próximos anos, irmos equacionando e conseguirmos pagar a folha de aposentados”, comenta a presidente do Ipremm.

Ela fala que o instituto enfrenta um “problema sério de receita”. “Para a semana passada estava estimada a entrada de R$ 1,2 milhão e veio R$ 700 mil da Prefeitura”.

O Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público já teriam dado o aval para a realização dos leilões, de acordo com a responsável pelo instituto. “Estamos criando fontes de receita justamente para que a Prefeitura faça frente à responsabilidade que ela tem com o Ipremm”.