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Igrejas mantém missas e cultos, mas admitem reavaliar decisão

Cidade
16 de março de 2020

Bispo Diocesano Dom Luiz Cipolini, em celebração na cidade (Foto: Arquivo/Diocese de Marília)

A maioria das igrejas cristãs em Marília – denominações evangélicas e a Igreja Católica – mantiveram os cultos e missas neste domingo (15), apesar da recomendação das autoridades de saúde e governos, para suspensão de aglomerações com mais de 500 pessoas.

Entretanto, conforme apurou o Marília Notícia, a intensificação dos alertas nesta segunda-feira (16) e o anúncio suspeitas na cidade, elevou o alerta e sinaliza a possibilidade de mais restrições.

A secretaria da Cúria Diocesana informou que está prevista nova recomendação às paróquias, a ser assinada pelo bispo Dom Luiz Cipolini. A última, do dia 02 de março, recomendou abolir a saudação da paz (cumprimento com as mãos e abraço), mudanças para servir a hóstia, entre outras cautelas.

Já as igrejas evangélicas, várias com reuniões de mais de 500 pessoas, atuam de maneira mais autônomas. Organizadas no Conselho de Pastores de Marília – órgão de papel consultivo – as igrejas têm trocado informações sobre as ações.

A maioria utilizou os próprios membros – que são profissionais de saúde (médicos, enfermeiros) – para instruir e acalmar os fiéis. Houve também higienização das mãos nas portas de entrada e instruções sobre cumprimentos e abraços.

Algumas igrejas, uma pequena parte, seguiu as recomendações e celebrações foram canceladas.

Igreja Batista, na região central, manteve cultos normalmente neste domingo (Foto: Reprodução: Facebook)

“Pelas informações que tivemos até hoje (16), inclusive com a coletiva na Prefeitura, é que a situação aqui está sob controle. Os casos são de pessoas que viajaram a outros países. Mas vamos ver como vai ser nos próximos dias, se vai mudar alguma coisa, se o perigo aumentar, tem que reavaliar”, admitiu um pastor ouvido pelo MN.

As igrejas, bem como o transporte público, festas de casamento e aniversário, eventos corporativos e esportivos estão no topo da lista de locais mais sujeitos a aglomeração de pessoas.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera recomendado a afastamento de dois metros entre as pessoas, para minimizar o risco de transmissão pelo novo Coronavírus.