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HC/Famema publica esclarecimento sobre superlotação

Cidade
07 de novembro de 2018

Dia de superlotação do Hospital das Clínicas de Marília (Foto: Divulgação/Arquivo)

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Marília (HC/Famema) publicou uma nota de esclarecimento sobre as ocorrências de superlotação no setor de emergência. Um vídeo mostrando a situação circulou na internet recentemente.

O autor da gravação, que foi divulgada pelo Marília Notícia, é o médico Ricardo Cruz de Rezende Paoliello. Ele foi demitido após a repercussão.

O Conselho Regional de Medicina (Cremesp) investiga tanto a atitude do profissional da saúde, quanto sua demissão.

“Importante confirmar que a demissão do profissional não se deve isoladamente ao ato da publicação do vídeo que expõe a realidade da Unidade de Urgência e Emergência nas redes sociais, no entanto, a instituição não se manifestará publicamente a respeito dos outros fatores, considerando principalmente a preservação da imagem do ex-funcionário”, disse o hospital em nota.

Além de Marília, o HC é referência para outros 61 municípios da região, onde vivem aproximadamente 1,2 milhão de pessoas.

Em nota sobre a superlotação, a superintendente do hospital, Paloma Libânio Nunes, alega que trata-se de “um fenômeno contemporâneo, de natureza complexa e que envolve diversos fatores”. O problema, de acordo com ela, também afeta outras regiões do país e do mundo.

As causas da superlotação seriam internas e externas aos hospitais, conforme a nota de esclarecimento.

“A gestão”, diz Paloma, “está empenhando todos os esforços na busca de ampliar o acesso dos pacientes ao nosso serviço e prestar um cuidado humanizado, responsável e de qualidade à nossa população”.

A otimização das agendas cirúrgicas, estruturação da alta responsável, o fortalecimento do Núcleo Interno de Regulação (NIR), a proposição de leitos de rotatividade de 72 horas, seriam algumas medidas já em andamento para resolver as limitações internas.

O outras ações em processo de estruturação envolvem a implantação do escritório de alta e do plano de capacidade plena.

Por outro lado, algumas causas do problema seriam de responsabilidade “externa”, ou seja, das gestões municipais e estadual. A diminuição no número de leitos e o aumento da população – temas de reportagem recente do MN – são alguns exemplos.

Sobre esses obstáculos, o hospital também estaria se mobilizando em busca de “melhorias no fluxo da Rede de Atenção de Urgência e Emergência (RUE), discutindo e repactuando os papeis e responsabilidades dos serviços que integram esta Rede”.

Na tentativa de amenizar a situação, representantes do HC também estariam integrando conselhos municipais, reuniões de câmara técnica e de comissões intergestores regionais para discussão dos problemas enfrentados pela instituição.