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Opinião | Não é que o ‘pizzaiolo’ vai bem na Saúde?

Coluna
07 de abril de 2021

Cassinho e prefeito Daniel em ação de vacinação (Foto: Divulgação)

O secretário municipal da Saúde de Marília, Cássio Luiz Pinto Junior, completou no último sábado (3) um ano à frente do cargo. Cassinho, como é conhecido, enfrenta desde então um dos piores cenários imagináveis: a maior crise sanitária que vivemos em nossa geração.

Criticado por opositores ao assumir a Saúde em Marília, o ‘pizzaiolo’ (comentário jocoso feito na cidade em referência a empresa de sua família) mostrou serviço, estabilizou e pacificou uma área fundamental da cidade.

Créditos também, obviamente, para o prefeito Daniel Alonso (PSDB), que acreditou no potencial administrativo de Cássio.

É lógico que uma pasta tão grande e com tantas demandas, principalmente na pandemia, não vai estar livre de problemas. Eles existem e em grande número. Mas Cássio tem o mérito de saber equacionar esses problemas de forma razoavelmente satisfatória, com muito diálogo, trabalho e ações.

Apesar do desafio que envolve a aceleração no número de mortes por Covid-19 e colapso da saúde local, assim como em todo o Brasil, Marília ainda apresenta alguns dos melhores índices do país no enfrentamento da doença, como o Marília Notícia tem mostrado.

Quem perdeu uma pessoa próxima para a Covid-19 sabe que a dor não pode ser quantificada em números. No entanto, comparar as mortes por 100 mil habitantes entre diferentes cidades possibilita analisar situações locais diversas no que diz respeito à pandemia.

Apesar do recente e preocupante agravamento do quadro mariliense, proporcionalmente o município continua com um dos mais baixos índices de óbitos pelo novo coronavírus em relação a outras sedes de Departamentos Regionais de Saúde (DRSs) do Estado.

Não é preciso ser um médico para ser bom gestor. Secretarias demandam muito mais conhecimento administrativo do que científico de fato. Evidente que se pudéssemos aliar as duas qualidades no comando do órgão, melhor para a população. Mas não vejo que a escolha tenha sido ruim.

Bom ressaltar também que Cassinho não ‘abandonou o barco’. Tinha tudo para apostar em uma candidatura a vereador ano passado, com boas chances de eleição, diga-se de passagem. Preferiu trabalhar pelo bem público no local mais importante e que mais precisava naquele e neste momento.

Nós brasileiros sentimos na pele o que é sofrer com uma desastrosa gestão na Saúde. Foram quatro ministros até agora. Bolsonaro muda porque precisa de um bode expiatório para justificar sua  total incompetência.

Em Marília, felizmente, temos uma equipe que segura as pontas até o momento, apesar da falta de empatia de parte da população e dos desmandos e inépcia que ocorrem nos níveis de governo acima. Deveria ser exemplo pro resto do país.