MN Logo

12 anos. Mais de 103 mil artigos.

  • Polícia
  • Marília
  • Garça
  • Pompeia
  • Oriente
  • Quintana
  • Regional
  • Tupã
  • Vera Cruz
  • Entrevista da Semana
  • MAC
  • Colunas
  • Anuncie
Política
sex. 18 nov. 2022

Forças Armadas viraram impasse na transição de Lula

por Agência Estado

O governo de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou para o fim a montagem da equipe que vai trabalhar junto ao Ministério da Defesa e as Forças Armadas. Também resta pendente a definição do núcleo que vai lidar com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Lula enfrenta dificuldades de quadros com acesso às atuais cúpulas militares, e com a direção de ambos os ministérios no governo Jair Bolsonaro, numa relação considerada sensível pelos petistas.

O vice-presidente eleito e coordenador-geral da transição, Geraldo Alckmin, um dos nomes em quem se confiava a aproximação com militares, afirmou a interlocutores que a equipe temática da Defesa será anunciada “assim que formada”. Há um “silêncio total” sobre os nomes sendo recrutados, e integrantes da transição afirmam que será preciso “muito tato” na relação com a Defesa. Eles dizem que o setor militar foi preterido da pauta prioritária na formação da equipe, mas vem sendo tratado por um núcleo mais fechado no entorno de Lula.

O governo Jair Bolsonaro deu inédito protagonismo político aos militares e levou a uma ocupação de cerca de 6 mil cargos na Esplanada dos Ministérios. Lula já falou que pretende reverter a situação e indicou a nomeação de um civil na Defesa. Ele tem sido aconselhado a optar por alguém de perfil institucional e a não criar perturbações desnecessárias na relação com Exército, Marinha e Aeronáutica. A aposta é que nomeará o mais antigo entre os oficiais-generais quando for escolher os comandantes. Os currículos estão em avaliação.

Embora as cúpulas militares se digam legalistas, na semana passada, os atuais comandantes-gerais das Forças Armadas emitiram nota conjunta sobre as manifestações na frente dos quartéis, cuja pauta principal é a rejeição da vitória de Lula nas urnas e um pedido de intervenção militar. Há militares envolvidos nas manifestações, assim como seus familiares. Reservadamente, admite-se na caserna que a orientação ideológica majoritária é conservadora e rejeita a trajetória de Lula.

O ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, manifestou-se por nota e ofício levantando suspeitas sobre o funcionamento das urnas eletrônicas, embora a fiscalização realizada por uma equipe técnica de especialistas militares não tenha apontado nenhuma evidência de fraude – ao revés, o relatório indicou o funcionamento das urnas sem anomalias e a contagem de votos sem divergências.

Além de ter feito previsões negativas sobre o que seria um “governo da posição”, o ex-comandante do Exército general Eduardo Villas Bôas afirmou que o clamor de socorro às Forças Armadas deriva de “dúvidas” sobre o processo eleitoral e “atentados à democracia”. Na carta divulgada na terça-feira, 15, Villas Boâs referiu-se aos intervencionistas de forma elogiosa. Em 2018, o então comandante-geral publicou uma mensagem interpretada como ameaça no Judiciário, cobrando respostas à impunidade, pouco antes de o Supremo julgar um recurso da defesa de Lula – derrotado na Corte, ele seria preso dias depois na Operação Lava Jato.

Durante a campanha, interlocutores de Lula buscaram aproximação com a cúpula das Forças Armadas, mas ouviram que as portas na caserna estavam fechadas. Alckmin foi um deles. O Estadão mostrou que, rompendo com prática inaugurada em 2018, o comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes, não recebeu nenhum dos candidatos ao Palácio do Planalto para dialogar sobre assuntos de interesse da Força Terrestre.

A interlocução perdeu prioridade e conselheiros do petista passaram a dizer que não era conveniente buscar contato com generais da ativa com assento no Alto Comando, nem dar protagonismo político a eles. Generais da ativa ouvidos sob reserva não questionam o resultado da eleição e consideram que a transição ocorre dentro de normalidade. Eles dizem que seria natural a preparação da transição pelos generais mais antigos de cada Força, cotados para assumir o comando-geral.

Em privado, no entanto, conselheiros de Lula dizem que mantiveram contatos pontuais com interlocutores das Forças Armadas. Entre os colaboradores para a área, estão o general da reserva Marcos Edson Gonçalves Dias, ex-chefe da segurança presidencial de Lula e colaborador da campanha, os ex-ministros da Defesa Nelson Jobim, Celso Amorim e Jaques Wagner, e o ex-ministro Aloizio Mercadante, filho do general Oswaldo Muniz Oliva (morto em 2020). Petistas também citam o ministro do Supremo Ricardo Lewandowski.

O Estadão flagrou anotações de Alckmin que indicavam para o grupo da Inteligência Estratégia os nomes do general G. Dias e do delegado da Polícia Federal Andrei Passos. O setor também lidará com a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Eles não foram ainda indicados, assim como Nelson Jobim e Jaques Wagner. O embaixador Celso Amorim, chanceler mais longevo do País, tem dado opiniões na Defesa, mas está formalmente ligado ao núcleo das Relações Exteriores.

G. Dias é considerado peça-chave por manter relações próximas na caserna. O Partido dos Trabalhadores e a Fundação Perseu Abramo não possuem setoriais destinados à formulação de políticas de Defesa.

Há também episódios que denotam desconfiança. Por receio de espionagem, o time de Lula dispensou servidores e estrutura de redes e equipamentos disponibilizados pelo GSI, chefiado pelo general Augusto Heleno, no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB). O episódio foi revelado pela Globo News. Radicalizado, o ministro disse recentemente a militantes bolsonaristas que “infelizmente” não era verdade que Lula estivesse acometido por uma enfermidade.

A divisão dos grupos técnicos não é necessariamente um espelho da próxima Esplanada dos Ministérios, mas fica muito próximo disso, conforme Alckmin. A portaria que ele assinou com a estrutura tinha 31 grupos originalmente. Faltam ser nomeadas as equipes para Defesa, Inteligência Estratégia e Centro de Governo Por outro lado, foram criados os núcleos de Juventude e Comunicação Social e os subgrupos da Infância e das Micro e Pequenas Empresas.

Compartilhar

Mais lidas

  • 1
    Grave acidente com moto deixa dois feridos na Via Expressa
  • 2
    Menina de três anos é encontrada sozinha em casa com pulgas pelo corpo
  • 3
    Câmera capta movimentação em acidente que deixou dois feridos
  • 4
    Idoso luta pela vida no HC, mas morre vítima de acidente com andaime em Marília

Escolhas do editor

PAULISTA A3
MAC inicia disputa pelo título com Abreuzão lotado nesta quarta-feiraMAC inicia disputa pelo título com Abreuzão lotado nesta quarta-feira
MAC inicia disputa pelo título com Abreuzão lotado nesta quarta-feira
DESTAQUE INTERNACIONAL
Canaã Capital representa Marília em Nova York após premiação da XPCanaã Capital representa Marília em Nova York após premiação da XP
Canaã Capital representa Marília em Nova York após premiação da XP
TRÂNSITO
Câmera capta movimentação em acidente que deixou dois feridosCâmera capta movimentação em acidente que deixou dois feridos
Câmera capta movimentação em acidente que deixou dois feridos
ECONOMIA PRATEADA
Mercado formal reduz espaço para idosos e impulsiona novos negóciosMercado formal reduz espaço para idosos e impulsiona novos negócios
Mercado formal reduz espaço para idosos e impulsiona novos negócios

Últimas notícias

MAC sai na frente, mas cede o empate para a Portuguesa Santista na final da A3
Menina de três anos é encontrada sozinha em casa com pulgas pelo corpo
Alta tecnologia no campo: pulverizador de milhões eleva eficiência
Deputados anunciam R$ 300 mil e projeto para a Japan Fest de Marília

Notícias no seu celular

Receba as notícias mais interessantes por e-mail e fique sempre atualizado.

Cadastre seu email

Cadastre-se em nossos grupos do WhatsApp e Telegram

Cadastre-se em nossos grupos

  • WhatsApp
  • Telegram

Editorias

  • Capa
  • Polícia
  • Marília
  • Regional
  • Entrevista da Semana
  • Brasil e Mundo
  • Esportes

Vozes do MN

  • Adriano de Oliveira Martins
  • Angelo Ambrizzi
  • Brian Pieroni
  • Carol Altizani
  • Décio Mazeto
  • Fabiano Del Masso
  • Fernanda Serva
  • Dra. Fernanda Simines Nascimento
  • Fernando Rodrigues
  • Gabriel Tedde
  • Isabela Wargaftig
  • Jefferson Dias
  • Julio Neves
  • Marcos Boldrin
  • Mariana Saroa
  • Natália Figueiredo
  • Paulo Moreira
  • Ramon Franco
  • Robson Silva
  • Vanessa Lheti

MN

  • O MN
  • Expediente
  • Contato
  • Anuncie

Todos os direitos reservados.
Proibida a reprodução total ou parcial.
MN, Marília Notícia © 2014 - 2026

MN - Marília NotíciaMN Logo

Editorias

  • Capa
  • Polícia
  • Marília
  • Regional
  • Entrevista da Semana
  • Brasil e Mundo
  • Esportes

Vozes do MN

  • Adriano de Oliveira Martins
  • Angelo Ambrizzi
  • Brian Pieroni
  • Carol Altizani
  • Décio Mazeto
  • Fabiano Del Masso
  • Fernanda Serva
  • Dra. Fernanda Simines Nascimento
  • Fernando Rodrigues
  • Gabriel Tedde
  • Isabela Wargaftig
  • Jefferson Dias
  • Julio Neves
  • Marcos Boldrin
  • Mariana Saroa
  • Natália Figueiredo
  • Paulo Moreira
  • Ramon Franco
  • Robson Silva
  • Vanessa Lheti

MN

  • O MN
  • Expediente
  • Contato
  • Anuncie