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Evento torna Marília capital nacional da saúde filantrópica

Cidade
26 de julho de 2014

Em meio às crises que assombram as instituições de saúde e repercutem na vida do cidadão, Marília foi, na noite da última quinta-feira, dia 24, a capital nacional da saúde filantrópica. O segundo encontro do “Ciclo de Palestras Santa Casa” trouxe à cidade Júlio Dornelles de Matos, presidente da Federação das Santas Casas, Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do Rio Grande do Sul. Ele apresentou a palestra “Gestão e Saúde”. Na plateia, personalidades de destaque no setor, como o presidente da CMB (Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas do Brasil), Edson Rogatti.

O evento integra a campanha “Saúde: Nós Sabemos Fazer para Todos”, promovida pela Santa Casa de Marília para comemorar os 85 anos da instituição. Administradores hospitalares de Marília e região, médicos, profissionais de saúde e de outras áreas que trabalham no apoio à gestão da saúde participaram do evento, realizado no Quality Hotel Sun Valley. O secretário municipal de Saúde, Luiz Takano, e o diretor da DRS IX (Direção Regional de Saúde), Luís Carlos de Paula e Silva, também prestigiaram.

O presidente da federação gaúcha é também diretor de Relações Institucionais do Complexo Hospitalar Santa Casa de Porto Alegre, considerado um modelo pela gestão profissionalizada e a segunda maior instituição filantrópica do Brasil, em número de serviços prestados ao SUS (Sistema Único de Saúde). Em 2013, foram quase 2,1 milhões de atendimentos. O ranking é liderado pela Santa Casa de São Paulo, com quase 3,1 milhões.

A realidade no Sul não é diferente do Sudeste ou, mais especificamente, de Marília ou a capital paulista. Segundo Dornelles, para cada R$ 100 que o hospital gaúcho gastou com o atendimento ao SUS, foi remunerado em apenas R$ R$ 64. O déficit total da unidade passa de R$ 30 milhões. Para evitar o colapso, recursos são buscados na saúde complementar (convênios e particulares), além de receitas com estacionamento e até a administração de um cemitério em Porto Alegre.

Para o provedor da Santa Casa de Marília, Milton Tédde, Porto Alegre é um exemplo não apenas para Marília, mas para toda instituição filantrópica do país. “É onde queremos chegar. Eu sou um sonhador e às vezes penso que posso estar sonhando demais, mas quero uma Santa Casa grande, forte, viável economicamente e focada na sua missão de atender bem a todos, inclusive aqueles que utilizam a rede pública”, disse o empresário mariliense.