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Eleição do sindicato dos servidores municipais vai parar na Justiça

Cidade
04 de maio de 2018

Sede do Sindimmar (Foto: Reprodução)

Pelo menos uma das cinco chapas que disputam a direção do Sindimmar (Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos do Município de Marília) acionou a Justiça para resolver um imbróglio na formação da comissão eleitoral que rege o pleito.

A eleição está marcada para acontecer nos dias 14, 15 e 16 de maio e duas comissões foram formadas. Cada uma reivindica a legitimidade para tocar o processo de escolha da nova gestão sindical, que ficará no poder pelos próximos três anos.

Na quinta-feira (3) reportagem do Marília Notícia já informava sobre a possibilidade de judicialização. Desentendimentos levaram três chapas de oposição a criarem uma nova comissão eleitoral, que Mauro Cirino, atual presidente do sindicato, diz não reconhecer.

De acordo com Osvaldo Emidio, integrante de uma das chapas de oposição da atual gestão, o artigo 53 do estatuto do Sindimmar determina que a comissão eleitoral seja formada por um integrante de cada chapa.

No entanto, oposicionistas acusam Cirino de incluir outros cinco membros da federação que o sindicato integra – a Fesspmesp – no colegiado responsável, por exemplo, por impugnar ou autorizar a participação das chapas na eleição.

A alegação dos opositores é de que a situação é irregular e eles pedem que o assunto seja esclarecido pela Justiça.

Outras acusações estão sendo feitas entre os grupos envolvidos e Mauro Cirino afirma que foi registrado um boletim de ocorrência para apurar uma suposta agressão sofrida pela diretora do Sindimmar, Maria Aparecida Sidrão.

Ela teria caído no chão após uma confusão na porta da entidade sindical na última sexta-feira, quando terminou o prazo para registro das chapas.

A Polícia Militar chegou a ser chamada pela oposição que alegava estar sendo impedida de participar da reunião com a comissão eleitoral formada por Cirino, membros da federação e mais uma chapa.

O atual presidente afirma que os opositores se recusaram a participar das conversas. Ele nega todas as acusações e afirma serem “factoides” o que é dito pela oposição. “Tudo isso é interpretação deles, mentiras que não se comprovam”, diz o sindicalista.

“A comissão é composta por membros das chapas. Fez toda a avaliação da documentação, estando ok, cada chapa apresentou um membro para que fizesse a composição da comissão eleitoral. Então está correto, não vejo dificuldade nisso. Eles entendem de outra maneira, por isso devem ter entrado na Justiça. Mas vamos aguardar”, concluiu o atual presidente.