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‘Dia triste’: Setor empresarial lamenta perda de ‘referência’ no comércio

Cidade
25 de fevereiro de 2021

A Associação Comercial e Industrial de Marília (Acim) divulgou nota de pesar, com declarações do presidente, Adriano Martins, diretores e conselheiros da entidade, sobre o legado de Milton Tédde.

O provedor da Santa Casa de Marília, que morreu nessa quinta-feira (25), tinha 84 anos, quase 50 dedicados ao varejo.

A organização se referiu a esta quinta-feira (25) como ‘dia triste’ e classificou o empresário como ‘referência’ no comércio.

De mascate a proprietário de rede de lojas, Tédde atingiu a prosperidade. Incentivou o trabalho, promoveu pessoas, aconselhou. Ensinou muitos a ‘pescarem’, mas também soube ‘servir o peixe’, a quem mais necessitava.

No auge do sucesso empresarial, ele mesmo decidiu abreviar seu envolvimento pessoal na empresa para se dedicar à filantropia.

Tédde, segundo a nota da associação, era considerado um dos principais conselheiros pessoais das últimas diretorias.

“O Sr. Milton deixou um legado e exemplo a ser seguido por homens que verdadeiramente queiram fazer o bem em vida e à favor dos semelhantes, sobretudo de amor ao próximo”, escreveu Martins.

O empresário Francisco Furtado, diretor da Menin Engenharia, enviou mensagem de condolências. “Empresário de sucesso, íntegro, grande companheiro, homem de sabedoria extrema. Deus está confortando sua alma”, escreveu.

Companheiros do comércio

“Pessoa de amplo conhecimento, humanista, muito justo e bem firme nas convicções. Ele era marcante, e sempre onde estava, sua presença não passava despercebida”, recordou o secretário da Acim, Gilberto Joaquim Zochio.

Milton Tédde foi um empresário comprometido e envolvido com as causas do varejo. Segundo o superintendente da associação comercial, José Augusto Gomes, com quase 50 anos de atuação na entidade, a figura dele sempre foi ‘de respeito, de integridade e credibilidade’. “Ele falava com os olhos”, disse o dirigente.

O descendente de sírios que cresceu como comerciante de tecidos e confecções, foi vice-presidente, secretário, tesoureiro e conselheiro. “Não foi presidente da associação comercial porque não quis”, enfatizou Gomes.

Ele citou que o empresário foi homem de ‘palavras firmes, sinceras e contundentes’. “A liderança dele era inquestionável”, frisou.

Para o coordenador da Acim-Saúde, João Gonçalves, a presença de Milton Tédde na associação comercial gerava confiança. “Em tudo que ele se envolvida na entidade, as pessoas tinham a certeza de que era algo sério, necessário e que daria certo”, recordou o amigo de longas jornadas corporativas.

“Não foram poucas as vezes que ele dedicou tempo, conhecimento e às vezes até dinheiro, para ajudar a associação comercial. Já não se encontra com facilidade pessoas com o tipo de comportamento íntegro de Milton Tédde”, disse Gonçalves.

O conselheiro fiscal, Libânio Victor Nunes de Oliveira, manifestou tristeza com a morte do amigo. “Era uma pessoa que fazia bem ouvir. Sempre que era preciso tomar uma decisão, ouvi-lo era uma obrigação. O olhar de Milton Tédde era sempre necessário”, recordou.

“Perco um amigo e uma referência”, destacou Subhi Ahmad Khalil Abu Khalil, conselheiro da associação comercial e parceiro de Milton em diversas atividades empresariais, desportivas e filantrópicas.

“Ficamos órfãos e menos seguros sem ele”, acrescentou Odair Aparecido Martins, conselheiro consultivo, em referência ao empresário que atuou por mais de três década diretamente no apoio à diretoria da Acim.

Em entrevistas e conversas com amigos, nos últimos anos, Tédde manifestou várias vezes compromisso com a sucessão. “Um líder só é bem sucedido quando forma gente para substituir. Estou tentando fazer isso com essa turma”, brincava o empresário.