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Cícero é escolhido como vice de Daniel para disputar a eleição

Cidade
15 de setembro de 2020

Cícero tem histórico de críticas severas contra Abelardo Camarinha (Foto: Divulgação)

O vereador Cícero do Ceasa (PL) vai ser confirmado como vice na chapa do prefeito Daniel Alonso (PSDB) na noite desta terça-feira (15). O martelo foi batido ontem, após inúmeras reuniões entre diversas lideranças políticas ao longos das últimas semanas.

As eleições municipais acontecem no dia 15 de novembro e o prazo para realização das convenções partidárias termina nesta quarta-feira (16).

Os diretórios municipais do PL e do PSDB se reúnem na noite desta terça no Teatro Municipal para a formalização dos nomes que devem disputar a Prefeitura pela coligação.

Também deve ser anunciada a lista de vereadores que vão tentar vaga na Câmara por cada partido – já que a partir deste pleito não será permitida coligação para disputa ao Legislativo.

Cícero como vice de Daniel foi definido nesta segunda-feira (15), mas ainda precisa da chancela formal das convenções.

Houve muita articulação para a definição do nome, com tentativas do alto escalão do PSDB local e paulista em impor chapa pura.

O próprio presidente estadual do partido, e secretário do governo João Doria (PSDB), Marco Vinholi, pressionou para isso.

Prefeito Daniel resistiu a uma chapa só com tucanos (Foto: Divulgação)

Os nomes mais cotados no caso de uma chapa ‘puro-sangue’ seriam dos vereadores tucanos Wilson Damasceno e José Luiz Queiroz – sendo este último o que o prefeito Daniel menos queria, pelo histórico de desentendimentos.

Cícero é o preferido de Daniel, por ser considerado um aliado fiel dentro da Câmara e com um histórico de críticas severas contra aquele que é considerado o principal adversário político do atual mandatário do governo municipal, Abelardo Camarinha (Podemos).

O vereador do PL também é considerado mais popular nas periferias da cidade e torna a chapa mais balanceada. A escolha de um tucano para vice poderia dar um ar mais elitizado, e afastar votos em um pleito que pode contar com até dez candidatos a prefeito – um recorde para a cidade.

O objetivo de fazer uma coligação é também atrair verbas do PL para reforçar a campanha. Abelardo, por exemplo, além de seu partido, conta com o apoio de outras dez legendas.