Desde 2014, mais de 50000 artigos.
,/2020

Convenção do PV tem confusão e filiado expulso, mas define chapa

Cidade
15 de setembro de 2020

Laerte, irritado com advogado, é tranquilizado pelo policial militar indicado a encabeçar a chapa (Foto: Reprodução/Facebook)

A convenção do Partido Verde (PV) de Marília – que ratificou chapa “puro-sangue” com o capitão Éliton Sanches como candidato a prefeito e o empresário Laerte Bedendo como vice – teve confusão e pode acabar contestada na Justiça.

A reunião teve desentendimento entre o advogado Alexandre Cerqueira César, que é filiado e ex-integrante da diretoria executiva, e o candidato a vice, que preside a sigla (veja o vídeo abaixo).

O encontro aconteceu em uma chácara da zona Norte nesta segunda-feira (14). Na pauta, a deliberação sobre a coligação visando a eleição majoritária (prefeito e vice), além da definição dos candidatos a vereador.

O advogado publicou um protesto em sua rede social. Ele afirmou ao Marília Notícia que estranhou a ausência de pessoas conhecidas do PV e reclamou da presença, apenas, de novos filiados.

“Faz dez anos que sou filiado. Chego na convenção… eu e mais duas pessoas conhecidas. Pedi a palavra e solicitei ao presidente para fazer uma verificação de quórum, algo absolutamente normal. Mas ao invés de atender, ele começou a me acusar de tumultuar a reunião”, disse Cerqueira César.

O advogado disse que foi praticamente expulso do recinto e classificou Laerte Bedendo, presidente da legenda, como “destemperado”. Ele afirma que tinha intenção de apresentar seu nome como candidato a vereador, mas percebeu que “já havia uma lista” e também que a definição sobre a coligação já “estava tomada”.

“Minha intenção – com o pedido de verificação de quórum – foi para garantir a legalidade, inclusive para que a convenção não seja questionada futuramente. Eu sou favorável que o PV apresente candidatura. Não tenho nada contra nenhum deles (Bedendo e Capitão Eliton). Faltou respeito à história, a agenda do partido e à democracia”, disse o advogado, que antecipou a intenção de contestar a legalidade da convenção.

O MN conversou com outros filiados antigos do PV que relataram preocupação com o futuro da candidatura própria. Um dos motivos, além da confusão interna instalada com o advogado, é a filiação do capitão Eliton Sanches ao MDB. Ele consta como participante da legenda desde 1992.

Ao site, o capitão alegou que trata-se de um “possível equivoco”, pois não se lembra de ter se filiado, nem poderia estar filiado após 1996, quando entrou na Polícia Militar.

O presidente do partido e pré-candidato a vice-prefeito, Laércio Bedendo, falou ao MN no final da tarde e afirmou que está tranquilo quanto ao episódio envolvendo Cerqueira César. Ele admitiu que ficou exaltado, mas alegou que em nenhum momento faltou com respeito ao correligionário.

“Ele foi lá para tentar segurar a nossa candidatura, não sabemos por quais interesses. Minha atitude foi de defesa do partido. Quando assumimos, havia contas atrasadas desde 2011 na Justiça Eleitoral, tivemos um grande trabalho para regularizar, para depois chegar uma pessoa que poderia ter ajudado e não fez, vem agora para tumultuar?. Não vamos tolerar”, afirmou.

Bedendo consta como filiado ao PV desde abril deste ano, enquanto Alexandre é filiado desde 2011, segundo a Justiça Eleitoral.