MN Logo

12 anos. Mais de 104 mil artigos.

  • Polícia
  • Marília
  • Garça
  • Pompeia
  • Oriente
  • Quintana
  • Regional
  • Tupã
  • Vera Cruz
  • Entrevista da Semana
  • MAC
  • Colunas
  • Anuncie
Brasil e Mundo
qui. 22 out. 2020

Brasil é o 2º país que mais aceitaria vacina, diz estudo

por Agência Estado

Estudo publicado na revista Nature revela que 85,3% dos brasileiros estão dispostos a se vacinar contra a covid-19 se “um imunizante comprovadamente seguro e eficaz estiver disponível”. O porcentual brasileiro de aceitação é o segundo mais alto do mundo. Fica atrás apenas do da China, onde chega a 88,6%. A informação foi divulgada um dia após o presidente Jair Bolsonaro afirmar que uma futura vacina contra a doença não será obrigatória no País. Nesta quarta, 21, o mandatário também descartou comprar o imunizante chinês. Contestou o que adiantara, na véspera, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

O levantamento divulgado na Nature envolveu especialistas dos Estados Unidos e da Europa. Eles analisaram as respostas de 13,4 mil pessoas nos 19 países mais atingidos pela pandemia. O objetivo era descobrir qual seria a potencial hesitação global diante de uma vacina. Os números gerais mostram que 72% dos entrevistados aceitariam o imunizante. Os demais 28% o recusariam ou hesitariam em tomá-lo.

Para os especialistas envolvidos, esse porcentual de hesitação é alto diante de uma emergência global de saúde do porte da covid-19. Sobretudo se o percentual de proteção oferecido pela vacina for baixo.

Hoje, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem mais de cem potenciais vacinas contra a covid-19 em desenvolvimento em todo o mundo. Muitas estão em fase final de testes em seres humanos e são pré-negociadas com vários países, inclusive o Brasil. Diante de uma segunda onda da infecção já assolando a Europa, um imunizante eficaz é considerado a maior esperança no combate ao novo coronavírus. Mas ele precisa ser aceito pela população.

“Será uma tragédia se conseguirmos desenvolver uma vacina segura e eficiente, e as pessoas se recusarem a tomá-la. Precisamos desenvolver um esforço robusto e sustentado para lidar com essa hesitação em relação à vacina e restaurar ar confiança do público no benefício das imunizações para as famílias e as comunidades”, alertou Scott C. Ratzan, co-autor do estudo, da Escola de Saúde Pública e Políticas Públicas da Universidade de Nova York (EUA). “Nossas descobertas são consistentes com pesquisas recentes nos Estados Unidos, que mostram uma redução da confiança do público em uma vacina contra a covid-19.”

O porcentual mais baixo de resposta positiva para a vacina foi detectado na Rússia: 55%. Nos Estados Unidos, 76% dos entrevistados afirmaram que tomariam o imunizante.”Esse porcentual do Brasil não é uma surpresa. Vários outros estudos já mostraram a mesma coisa”, afirmou a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabella Ballalai. “O brasileiro confia em vacina, entende que a vacinação é importante.”

Segundo Isabella, dados recentes de baixa cobertura vacinal no País teriam outras explicações.”Só a confiança no imunizante não faz a pessoa se vacinar. Ela precisa ser informada, ter acesso, ser lembrada. Esses são os fatores principais quando falamos em baixa cobertura na América Latina”, explicou a especialista. “Agora, se continuarmos com essa guerra política, essa desinformação, a vacina de um país contra a vacina de outro país, isso tudo que está acontecendo, leva à desconfiança sobre a vacina. É fundamental que a população tenha confiança nas autoridades públicas, elas não podem estar brigando.”

Um dos coordenadores do estudo, Ayman El-Mohandes, da Escola de Saúde Pública e Políticas de Saúde da Universidade de Nova York, defendeu a necessidade de “aumentar a confiança na vacina”. Ele também afirmou ser necessário expandir a “compreensão das pessoas sobre o quanto um imunizante pode controlar a disseminação da covid-19 em suas famílias e suas comunidades”.

Na atual pandemia, o ideal seria que os países conseguissem obter a mais alta cobertura vacinal possível contra a covid-19. Como nenhuma vacina foi aprovada, não se sabe ao certo qual será a eficácia do imunizante; ou seja, ele pode proteger um porcentual pequeno de pessoas. Já há candidatas a vacina na fase final de testes, como os da parceria entre o laboratório chinês Sinovac e o Instituto Butantã, de São Paulo, e o do projeto da farmacêutica AstraZeneca com a Universidade de Oxford, do Reino Unido.

Compartilhar

Mais lidas

  • 1
    Homem é internado em estado grave após ser espancado e abandonado em via pública
  • 2
    Trabalhador rural pisoteado por animal em Pompeia morre em Marília
  • 3
    Cidade inicia aplicação da vacina Pneumo 20 a partir de segunda-feira
  • 4
    Morador que capinava terreno encontra mais de 50 munições na zona norte de Marília

Escolhas do editor

ADMINISTRAÇÃO
Parque da Criança tem licitação homologada e obra de R$ 20,9 mi avançaParque da Criança tem licitação homologada e obra de R$ 20,9 mi avança
Parque da Criança tem licitação homologada e obra de R$ 20,9 mi avança
PIB promove noite country com comidas típicas, música e programação para a famíliaPIB promove noite country com comidas típicas, música e programação para a família
PIB promove noite country com comidas típicas, música e programação para a família
PISO DO MAGISTÉRIO
Marília se antecipa e garante reajuste do piso nacional do magistérioMarília se antecipa e garante reajuste do piso nacional do magistério
Marília se antecipa e garante reajuste do piso nacional do magistério
IMUNIZAÇÃO
Cidade inicia aplicação da vacina Pneumo 20 a partir de segunda-feiraCidade inicia aplicação da vacina Pneumo 20 a partir de segunda-feira
Cidade inicia aplicação da vacina Pneumo 20 a partir de segunda-feira

Últimas notícias

Câmeras com IA flagram dupla durante furto de chinelos e desodorante em hipermercado
Tráfico, estupro e tentativa de homicídio; balanço indica seis presos em 48h na região
Diferença salarial entre sexos é menor em entidades sem fim lucrativo
Tecnologia favorece descarte adequado de grandes eletrodomésticos

Notícias no seu celular

Receba as notícias mais interessantes por e-mail e fique sempre atualizado.

Cadastre seu email

Cadastre-se em nossos grupos do WhatsApp e Telegram

Cadastre-se em nossos grupos

  • WhatsApp
  • Telegram

Editorias

  • Capa
  • Polícia
  • Marília
  • Regional
  • Entrevista da Semana
  • Brasil e Mundo
  • Esportes

Vozes do MN

  • Adriano de Oliveira Martins
  • Angelo Ambrizzi
  • Brian Pieroni
  • Carol Altizani
  • Décio Mazeto
  • Fabiano Del Masso
  • Fernanda Serva
  • Dra. Fernanda Simines Nascimento
  • Fernando Rodrigues
  • Gabriel Tedde
  • Isabela Wargaftig
  • Jefferson Dias
  • Julio Neves
  • Lucas Caldeira
  • Marcos Boldrin
  • Mariana Saroa
  • Natália Thomé
  • Paulo Moreira
  • Ramon Franco
  • Robson Silva
  • Vanessa Lheti

MN

  • O MN
  • Expediente
  • Contato
  • Anuncie

Todos os direitos reservados.
Proibida a reprodução total ou parcial.
MN, Marília Notícia © 2014 - 2026

MN - Marília NotíciaMN Logo

Editorias

  • Capa
  • Polícia
  • Marília
  • Regional
  • Entrevista da Semana
  • Brasil e Mundo
  • Esportes

Vozes do MN

  • Adriano de Oliveira Martins
  • Angelo Ambrizzi
  • Brian Pieroni
  • Carol Altizani
  • Décio Mazeto
  • Fabiano Del Masso
  • Fernanda Serva
  • Dra. Fernanda Simines Nascimento
  • Fernando Rodrigues
  • Gabriel Tedde
  • Isabela Wargaftig
  • Jefferson Dias
  • Julio Neves
  • Lucas Caldeira
  • Marcos Boldrin
  • Mariana Saroa
  • Natália Thomé
  • Paulo Moreira
  • Ramon Franco
  • Robson Silva
  • Vanessa Lheti

MN

  • O MN
  • Expediente
  • Contato
  • Anuncie