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Após muita discussão compra do prédio do Banco do Brasil é aprovada em Garça

Regional
19 de novembro de 2019

Projeto para compra de prédio do Banco do Brasil é aprovado (Foto: Divulgação)

Após muita polêmica a Câmara de Garça (distante 35 quilômetros de Marília) aprovou nesta segunda-feira (18) o projeto de lei enviado pelo Prefeito Municipal solicitando autorização de compra do prédio do Banco do Brasil para a instalação do CEI – Centro de Educação e Inovação, instrumento educacional que tem como objetivo o desenvolvimento dos estudantes garcenses.

A polêmica vinha se arrastando desde o começo de outubro e até uma audiência pública chegou a ser realizada a cerca do assunto.

O prédio será adquirido pelo valor de R$ 1.349.000.00. Um substitutivo do vereador Wagner Ferreira (PSDB) previa que a aquisição do prédio poderia ser executada, porém com recursos próprios, mas um parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, assinado pelos vereadores Rafael Frabetti (DEM) e Janete Conessa (DEM) rejeitou o substitutivo, sob a justificativa de se criar aumento de despesa pública.

O assunto foi debatido na última semana, mas o substitutivo foi derrubado e prevaleceu o parecer da Comissão.

Houve muitos debates sobre o tema. O projeto entrou em votação nesta  segunda com emenda apresentada pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação alterando redação artigo 5º que trata sobre as despesas com a lavratura dos instrumentos públicos e com o registro dos títulos junto ao Cartório de Registro de Imóveis.

Entenda

No começo de outubro o prefeito João Carlos dos Santos gravou um vídeo em que explicava os motivos para a compra do prédio.

“O que nós queremos agora é pegar um imóvel que está desativado no Centro da cidade também, mas não é um centro comercial e sim uma área preferencial do município e transformar aquele local numa referência com muito menos dinheiro”, diz o prefeito.

Segundo a declaração o prédio vale R$ 2,9 milhões, mas será adquirido por menos da metade do valor. “Nós avaliamos o prédio do Banco do Brasil, temos uma avaliação em torno de R$ 2,9 milhões. Mandamos uma oferta para o Banco do Brasil, que aceitou de R$ 1.350.000 e entendam que mais R$ 1 milhão praticamente nós adaptamos o prédio, reformamos o prédio e deixamos ele em condição de receber o nosso Centro de Educação e Inovação”, falou João Carlos.

O dinheiro utilizado para a compra será do terreno da antiga estação rodoviária. Quando João Carlos assumiu a Prefeitura, o local já havia sido desocupado e demolido, a fim de abrigar a Estação Ciência. Porém o atual prefeito vendeu o terreno em julho deste ano. O valor do investimento na aquisição do terreno é de R$ 2.289.000. Desde a campanha eleitoral ele anunciou que não faria no local a Estação Ciência e que o mesmo deveria abrigar área comercial.

Ainda há R$ 5 milhões que foram reservados pela administração anterior para que fossem utilizados na construção da Estação Ciência, no local da antiga estação rodoviária. Esse valor continua reservado.

“O que é importante dizer, que nós vamos utilizar somente o dinheiro do terreno da venda da estação rodoviária. E esse é meu compromisso direcionar os outros R$ 5 milhões, que está reservado, e é pra livre aplicação a favor das nossas escolas. As nossas escolas não dispunham de laboratório de informática, de biblioteca, salas de aula mais adequadas, estamos avançando. Os pais podem observar que em muitas das nossas escolas já estão sendo reformadas, mas nós precisamos avançar mais”, afirmou o chefe do executivo.