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Aconteceu? Tá no MN! #18

Geral
05 de setembro de 2017

‘Ele é louco’

O prefeito Daniel Alonso reclamou, em tom de brincadeira, com o repórter Guilherme Lopes da TV TEM sobre uma matéria feita pela emissora dias atrás. O conteúdo apresentado no jornal ‘Tem Notícias’ mostra a buraqueira na cidade. Na ocasião a reportagem ouviu do vice-prefeito Tato Ambrósio que Marília contabiliza quase 2 milhões de buracos espalhados por suas ruas. Segundo a TV TEM a estimativa era da própria Prefeitura e significa uma média de mais de sete buracos por habitante. Em evento da Prefeitura, que o MN esteve presente, Daniel disse: “Assim você me quebra Guilherme”. O repórter respondeu que os dados foram repassados pela própria administração municipal e por Tato. Daniel disse então: “Imagina, não é tudo isso, ele é louco. Você sabe que não é isso, estão loucos”. A estimativa no começo do ano era de 84 mil buracos. Tá faltando comunicação na Prefeitura?

Daem

Não é difícil entender os olhos grandes da Prefeitura em relação ao Daem – e mesmo do lobby que foi feito no passado recente por sua entrega para a iniciativa privada. Ao que tudo indica, o Daem realmente dá dinheiro. Em 100 dias da atual gestão, a autarquia com recursos próprios, comprou 12 motos Honda, modelo CG 160 Cargo e um carro novo Volkswagen – tudo por 165 mil. Visando a continuidade de renovação da frota, hoje (5) foi aberto novo certame para compra de mais cinco motos com garantia de 36 meses ao preço de R$ 15,5 mil cada.

Daem 2

A torcida pela volta de Beca para a presidência do Daem, após sua exoneração para tratamento médico, é grande. Ele, que deve passar por cirurgia no quadril, vinha implementando uma lógica empresarial na autarquia e atendia de modo franco e exemplar a imprensa. Vale lembrar que a administração municipal não estava muito satisfeita com algumas “coisinhas” em relação ao Beca. Ele se posicionou de forma veemente contra a transformação do Daem em secretaria municipal e a isenção da Prefeitura nas contas de água e esgoto.

Base cartográfica 1

A Prefeitura de Marília publicou no Diário Oficial desta terça-feira (5) o extrato do parcelamento em dez vezes da dívida de R$ 1.481.047,38 assinado no dia anterior com a empresa Engemap – Engenharia, Mapeamento e Aerolevantamento Ltda. Também foi publicado um aditivo com acréscimo de R$ 1.023.104,00 para a prorrogação do prazo de execução por mais 11 meses, bem como acréscimo ao objeto do contrato para execução de serviços de engenharia destinados à geração da base cartográfica digital na escala 1:1000, na área urbana do Município de Marília, e implantação da SIG – Sistema de Informação Geográfica (Planta Genérica).

Base Cartográfica 2

Em junho de 2015, há mais de dois anos, o Marília Notícia havia noticiado que, apesar da crise de arrecadação que o município passava, a empresa Engemap, de Assis, foi contratada por R$ 4.461.363,83. O contexto era de greve dos servidores há 20 dias, que pediam 8,42% mais 10% de aumento real. O então prefeito Vinicius Camarinha (PSB) havia oferecido apenas 4,5% e estava irredutível. Na época, a alegação foi de que “as licitações já se encontravam em curso desde o exercício de 2014” e deveriam “ser reavaliadas”.

Olha o rolo

Como divulgado hoje pelo Marília Notícia, a editora do extinto jornal Correio Mariliense está processando o deputado estadual Abelardo Camarinha (PSB) e seu filho, o ex-prefeito Vinícius Camarinha (PSB), além da Editora Diário Correio de Marília Ltda, responsável pelo jornal Diário de Marília, lacrado pela Polícia Federal. A Editora Jornalística Correio Mariliense Ltda iniciou uma “ação de cobrança por inadimplemento de contrato de trespasse (forma de contrato que tem por objetivo a transferência da titularidade de um estabelecimento comercial) concomitante com indenização por danos emergentes”.

Olha o rolo 2

Pela compra da Editora Jornalística Correio Mariliense Ltda supostamente foi feito um acordo onde seriam pagos R$ 600 mil, divididos em uma entrada de R$ 150 mil, duas parcelas de R$ 100 mil e a diferença em 12 vezes. Isso não foi honrado. Segundo editora, “toda carteira de assinantes e anunciantes foram passadas para os Camarinhas em razão da venda acordada, “o que representava uma receita de R$ 85.700”.

Tem boi na linha

O vereador José Luiz Queiroz havia ficado inconformado com a notícia de que a Prefeitura irá contratar uma empresa para fornecer plano corporativo, de voz e dados e outros serviços adicionais de comunicação, como internet móvel, proporcional a 200 linhas. Depois de um comunicado da própria Prefeitura, mudou de ideia e disse que “devemos ter cuidado com a desinformação ou a má-fé”.