Grevistas da Unesp de Marília mantêm paralisação e aprovam novos atos

Estudantes em greve da Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) da Unesp de Marília decidiram manter a mobilização e aprovaram uma série de encaminhamentos durante assembleia geral realizada nesta segunda-feira (25), no campus.
Entre as deliberações estão a continuidade das discussões sobre professores substitutos, a conclusão de uma pauta formal de reivindicações e a realização de uma assembleia conjunta envolvendo estudantes, docentes e servidores.
A reunião teve como principais pautas a avaliação da greve e a escolha de representantes discentes para órgãos colegiados da universidade. A ata da assembleia registra debates sobre os rumos do movimento, preocupações com impactos acadêmicos e discussões relacionadas à organização interna da paralisação.
Um dos temas centrais foi a situação dos professores substitutos. Durante os debates, estudantes relataram preocupações, especialmente em cursos da área da saúde, diante da possibilidade de prejuízos acadêmicos em razão da interrupção das atividades. Outros participantes defenderam a manutenção da paralisação, sob o argumento de que flexibilizações poderiam enfraquecer o movimento.
Próximos atos
Como encaminhamento, a assembleia aprovou uma nova reunião específica sobre o tema para a próxima segunda-feira (1º), às 19h. Também foi deliberada a criação de um grupo para análise de normas e portarias relacionadas aos contratos de professores substitutos, além de uma reunião aberta com representantes administrativos para discutir o assunto.
Outro ponto discutido foi a elaboração do documento de reivindicações dos estudantes. Integrantes da assembleia avaliaram que, após duas semanas de greve, o movimento precisa formalizar as principais demandas para iniciar negociações com a direção da unidade.
Também houve manifestações defendendo mais tempo para aprofundar debates e consolidar juridicamente o conteúdo do documento. A assembleia ainda aprovou a realização de uma reunião aberta nesta terça-feira (26), às 19h, para finalizar a pauta de reivindicações e protocolar o documento posteriormente.

Salas de estudo
Entre outras decisões aprovadas estão a abertura de salas de estudo durante o período de greve, sob responsabilidade do grupo de ética e segurança do movimento, e a realização de uma assembleia conjunta dos três setores da universidade em Marília.
Durante os informes apresentados, estudantes citaram dados sobre a mobilização em outras unidades da Unesp, com menção à adesão de dezenas de cursos em diferentes campi, além de debates relacionados ao restaurante universitário e às condições de permanência estudantil.
Também foram eleitos novos representantes discentes para órgãos internos da universidade, incluindo a Congregação, a Comissão Local de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (CLSANS) e a Comissão de Monitoramento.