Grupo de Vinicius vive indefinição sobre candidatura de Tássia à Alesp

A possível candidatura de Tássia Camarinha (PSDB) para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) segue cercada de indefinições e informações desencontradas nos bastidores políticos de Marília.
Nos últimos dias, interlocutores ligados ao grupo político do prefeito Vinicius Camarinha (PSDB) chegaram a relatar que a primeira-dama teria recuado da disputa eleitoral de 2026. A avaliação ganhou força após uma redução nas aparições públicas e agendas políticas de Tássia ao lado do marido, chefe do Executivo municipal.
Na sequência, porém, novas informações voltaram a circular entre aliados e integrantes do governo indicando que a pré-candidatura continuaria de pé. O cenário contraditório acabou aumentando o clima de incerteza dentro do próprio grupo político.
Segundo fontes ouvidas pelo Marília Notícia, a situação hoje é considerada nebulosa até mesmo entre pessoas próximas ao núcleo do governo municipal. Nem Tássia, nem Vinicius, tampouco integrantes do gabinete, confirmam ou negam oficialmente a existência da pré-candidatura.
Reservadamente, aliados afirmam que parte da estratégia seria evitar exposição antecipada e reduzir desgastes políticos neste momento.
Nos bastidores, integrantes do grupo também avaliam que os principais ataques contra Tássia não estariam vindo da oposição histórica liderada pelo grupo dos Alonsos, mas sim de um cenário de “fogo amigo” envolvendo o ex-prefeito Abelardo Camarinha (Podemos), pai de Vinicius.

Fontes ouvidas pelo MN afirmam ainda que Abelardo tem provocado desgaste político não apenas ao próprio filho, mas também a lideranças da região, ao tentar interferir em articulações e acordos políticos em cidades vizinhas.
Atualmente impedido pela Justiça Eleitoral de disputar eleições, Abelardo também vem tentando viabilizar politicamente a candidatura de sua esposa, a vereadora Fabiana Camarinha (Podemos), dentro das articulações para 2026.
Apesar da indefinição sobre Tássia, pessoas próximas ao governo afirmam que o grupo segue discutindo alternativas para a disputa estadual. Entre os nomes cogitados continua o do vice-prefeito Rogerinho (PP), embora não exista, neste momento, qualquer definição concreta sobre eventual candidatura dele à Alesp.
Aliados do governo afirmam que as conversas seguem acontecendo de forma reservada e que a composição final do grupo político para 2026 ainda dependerá das movimentações das próximas semanas.
