Golpes em série usam nomes de cartórios para lesar idosos em Marília
A Polícia Civil de Marília investiga uma sequência de golpes registrada nesta quinta-feira (19), que teve como alvo principalmente idosos. Os criminosos utilizaram o mesmo modo de ação, alegando serviços cartorários e cobrando taxas de baixo valor para, na prática, saquear contas bancárias. O prejuízo total supera R$ 23 mil.
O caso com maior perda foi registrado no bairro Palmital, na zona norte, onde um aposentado de 75 anos foi abordado por um homem em uma motocicleta, que se apresentou como entregador de documentos de cartório.
Após despertar a curiosidade da vítima, ao afirmar que havia documentos de seu interesse a serem liberados, o suspeito simulou a cobrança de uma taxa de R$ 4,29.
Em seguida, conquistou a confiança do idoso, teve acesso ao celular e realizou transferências via Pix e débitos no cartão, totalizando R$ 10.899,97.
Na sequência, no bairro Santa Tereza, zona oeste, uma idosa de 73 anos também foi enganada com o mesmo tipo de abordagem. Durante a falsa cobrança, o golpista utilizou uma máquina de cartão e realizou transações indevidas, causando prejuízo de aproximadamente R$ 10 mil.
Perto dali, no Jardim Ohara, uma mulher de 68 anos teve o celular tomado pelo suspeito, sob a alegação de falha na máquina de pagamento. Em seguida, foram realizados dois débitos de R$ 999,99 cada, somando quase R$ 2 mil.
Também foi registrada, no mesmo dia, uma denúncia no Jardim Adolpho, na zona norte. Neste caso, a idosa de 78 anos desconfiou da abordagem e conseguiu evitar o golpe.
Com apoio de familiares, foi identificada uma tentativa de transação no valor de R$ 999, que acabou bloqueada pelo banco.
De acordo com a Polícia Civil, os casos apresentam características semelhantes, como o uso de motocicleta, abordagem em frente às residências e a utilização de nomes de cartórios para dar credibilidade à ação criminosa.
Também foi identificado o mesmo beneficiário nas transferências realizadas, o que indica um esquema estruturado, baseado na falsa informação de “documentos liberados” de suposto interesse das vítimas.
As investigações seguem para identificar os envolvidos, mas a polícia acredita que o grupo utilize pessoas de fora da cidade. A orientação é para que a população não entregue celulares ou dados pessoais a desconhecidos e desconfie de cobranças ou serviços inesperados ou não solicitados.