Dólar cai para R$ 5,24 após oscilações no mercado financeiro

O dólar encerrou esta sexta-feira (6) em queda e voltou ao patamar de R$ 5,24, após um dia de forte oscilação no mercado financeiro. Já a bolsa de valores registrou a segunda queda consecutiva e acumulou a pior semana desde 2022, em meio às incertezas provocadas pelo agravamento do conflito no Oriente Médio.
O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,244, com recuo de R$ 0,043 (-0,81%). Durante a manhã, a moeda chegou a ultrapassar os R$ 5,30, atingindo R$ 5,31 pouco depois das 11h. Segundo analistas do mercado, a cotação recuou após investidores aproveitarem o preço mais alto para vender dólares.
Dados que indicam desaceleração da economia dos Estados Unidos também contribuíram para a queda da moeda norte-americana. Apesar do recuo nesta sexta-feira, o dólar acumulou alta de 2,08% na primeira semana de março. No acumulado de 2026, porém, a moeda registra queda de 4,51%.
No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3, fechou aos 179.365 pontos, com recuo de 0,61%. Na semana, a queda acumulada foi de 4,99%, no pior desempenho desde junho de 2022, período marcado pelo início da guerra entre Rússia e Ucrânia.
As ações da Petrobras destoaram do restante do mercado e registraram alta nesta sexta-feira, impulsionadas pela valorização do petróleo e pelo aumento de quase 200% no lucro da estatal no ano passado. Os papéis ordinários da companhia subiram 4,12%, fechando a R$ 45,78, enquanto as ações preferenciais avançaram 3,49%, a R$ 42,11.
A cotação internacional do petróleo continuou em alta com o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial. O barril do tipo Brent, referência no mercado internacional, avançou 8,52% no dia e fechou a US$ 92,69. Já o barril do tipo WTI, negociado nos Estados Unidos, subiu 12,2%, encerrando a US$ 90,90.
Outro fator que influenciou o mercado foi o fechamento de 92 mil postos de trabalho nos Estados Unidos em fevereiro. O resultado, considerado abaixo das expectativas, foi impactado por fortes nevascas e por uma greve de enfermeiros no país.