MP-SP pede pronúncia de homem que matou mulher e enterrou no quintal

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) pediu à Justiça que Manoel Messias Cândido, de 54 anos, conhecido como ‘Japonês’, acusado de matar e enterrar o corpo de Michele Aparecida da Silva de Moraes no quintal de casa, seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri, em Marília. A manifestação foi apresentada nos memoriais finais do processo que tramita na 3ª Vara Criminal da cidade.
O réu responde por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. De acordo com a denúncia, ele teria matado a vítima durante uma discussão e, em seguida, enterrado o corpo no quintal de sua casa, localizada na avenida Doutor Merry Nicolas Martinez Ramos (zona norte).
Nos memoriais encaminhados ao Judiciário, o Ministério Público afirmou que há provas suficientes da materialidade do crime e indícios de autoria para que o acusado seja pronunciado e submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Confissão
Durante o interrogatório, o próprio acusado confessou ter matado a vítima. Segundo relato apresentado no processo, ele afirmou que os dois tiveram um relacionamento e que a mulher estava morando em sua casa. A discussão teria começado quando ela o ameaçou durante um desentendimento, momento em que ele a atingiu na cabeça com um amortecedor de veículo.
Ainda conforme o depoimento, após perceber que a vítima havia morrido, o homem cavou um buraco no quintal da residência e enterrou o corpo. Ele relatou que chegou a pensar em procurar a polícia, mas decidiu não fazê-lo por medo de represálias. ‘Japonês’ chegou a se oferecer, posteriormente, para concretar o local, atitude que levantou suspeitas.
Em juízo, o acusado voltou a confirmar a versão e afirmou que agiu após uma discussão em que teria sido ameaçado pela vítima. Segundo ele, a mulher mencionou pessoas ligadas ao crime organizado e exigia dinheiro relacionado a uma suposta dívida envolvendo drogas. O réu declarou que ficou com medo e reagiu no calor da discussão.
Apesar da versão apresentada pela defesa, o Ministério Público sustenta que as provas reunidas na investigação indicam a prática de homicídio qualificado, com circunstâncias que devem ser analisadas pelos jurados. Por isso, requereu que o acusado seja pronunciado, etapa processual que confirma a existência de indícios suficientes para que o caso seja julgado pelo Tribunal do Júri.
Caso a Justiça acolha o pedido, o réu será levado a julgamento popular, quando sete jurados decidirão se ele é culpado ou inocente pelas acusações.