Clientes denunciam empresa de piscinas por suposto golpe em Marília
A Polícia Civil de Marília investiga uma série de denúncias formalizadas por moradores da cidade e da região contra uma empresa que comercializa e instala piscinas. Até a manhã desta terça-feira (24), 10 ocorrências haviam sido registradas, com relatos de prejuízos após negociações e pagamentos antecipados por serviços que não foram executados.
Os registros indicam contratos firmados com a empresa que atua na avenida da Saudade, no bairro Mirante (zona oeste). O estabelecimento utilizava nome fantasia próprio e também explorava a marca de um fabricante reconhecido no mercado, que – segundo os relatos – não tem relação com as supostas irregularidades.
Uma das vítimas é uma servidora pública estadual, de 66 anos. Ela relatou que, em 9 de janeiro deste ano, fechou a compra de uma piscina por valor superior a R$ 21,6 mil, com pagamento parcelado. O contrato previa prazo máximo de 30 dias para a instalação.
De acordo com a servidora, um mês depois foi informada de que uma equipe realizaria o serviço, mas ninguém compareceu. Após tentativas frustradas de contato por telefone e WhatsApp, ela foi até a loja e encontrou o local fechado.
Outro caso é o de um professor de Paraguaçu Paulista. O jovem, de 27 anos, informou à polícia que, no início de janeiro, esteve na loja em Marília e adquiriu uma piscina por R$ 14,9 mil. Ele afirmou ter pago quase R$ 12 mil de entrada.
A instalação estava prevista para o fim de janeiro. Segundo o professor, o responsável deixou de responder às mensagens e teria bloqueado seu número. Em 12 de fevereiro, ele foi ao endereço comercial e recebeu a informação de que o então proprietário do negócio não estaria mais na cidade.
As vítimas relatam que vêm sendo orientadas, inclusive pelo representante da marca fabricante, a procurar a Polícia Civil para registrar ocorrência por suspeita de estelionato.
Diante dos relatos semelhantes, a polícia apura a possível prática de estelionato, com recebimento de valores em contratos que não teriam sido cumpridos.
Os boletins de ocorrência apontam padrão parecido: negociação presencial, formalização de contrato e interrupção da comunicação após o pagamento.
Outro lado
Após problemas com a gestão anterior de um lojista, a fabricante da marca de piscinas decidiu intervir diretamente para garantir que os consumidores não fiquem no prejuízo. Uma nova equipe assumiu o espaço físico da loja há cerca de 15 dias com o objetivo de atuar como ponte de intermediação entre os clientes afetados e a fábrica.
O problema teria ocorrido após o antigo lojista deixar o estabelecimento, desligar os telefones de contato e não entregar os produtos adquiridos pelos consumidores. Para solucionar a crise, a loja foi reaberta com um novo número de telefone, destinado exclusivamente a receber os clientes lesados e organizar a regularização dos pedidos.
A marca afirma que está se comprometendo em instalar as piscinas de todos os que comprovarem a compra. O procedimento estabelecido exige que os clientes façam um boletim de ocorrência e apresentem os comprovantes de pagamento. A partir desses dados, a equipe local monta um relatório com o nome da pessoa, a forma de pagamento e o tamanho da piscina, encaminhando-o para a fábrica.
A força-tarefa já começou a apresentar resultados práticos e as primeiras instalações estão em andamento. O atendimento presencial segue funcionando de forma contínua para colocar os clientes em uma lista de espera e garantir que todos sejam devidamente atendidos.