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Marília
qui. 15 jan. 2026
REDE FINANCEIRA

Folha acusa família do ministro Dias Toffoli de ligação com fundo do banco Master

Reportagem aponta conexões financeiras envolvendo empresas de parentes do ministro mariliense.
por Ramon Barbosa Franco
Ministro mariliense, Dias Toffoli, é o relator do inquérito que apura as irregularidades do banco Master (Foto: Divulgação)

Familiares do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, natural de Marília, são apontados como sócios de empresas ligadas a um fundo de investimento conectado à rede financeira do banco Master, segundo reportagem publicada pela Folha de S. Paulo. A denúncia foi divulgada neste domingo (11) e ganhou destaque na capa da edição na segunda-feira (12).

De acordo com a Folha, duas empresas vinculadas a irmãos e a um primo do ministro teriam integrado, como investidas, o Arleen Fundo de Investimento que, por sua vez, mantinha conexões indiretas com estruturas financeiras investigadas no caso do banco Master, instituição controlada pelo empresário Daniel Vorcaro.

Segundo a reportagem, o fundo Arleen possuía participação na Tayayá Administração e Participações, empresa responsável por um resort localizado em Rio Claro, no Paraná. O empreendimento seria ligado à família de Toffoli e tinha dois irmãos como sócios.

Capa desta segunda-feira da Folha de S. Paulo (Imagem: Reprodução)

O mesmo fundo também figurava como sócio da DGEP Empreendimentos, incorporadora que tinha entre os proprietários um primo do ministro e estava instalada na mesma região.

A Folha de S. Paulo divulgou que a ligação com o caso Master ocorre por meio de uma cadeia de fundos. Conforme a apuração do periódico, o Arleen era cotista do fundo RWM Plus, que teria recebido recursos de entidades sob suspeita na investigação sobre fraudes e lavagem de dinheiro envolvendo o banco.

Todos esses fundos seriam administrados pela gestora Reag, que é alvo de apuração da Polícia Federal.

Vista do resort Tayayá, em Rio Claro (Foto: Tayayá Resort)

A reportagem relata ainda que o ministro Dias Toffoli é o relator, no STF, do inquérito que apura as irregularidades do banco Master. Conforme o jornal, o ministro decretou sigilo sobre o caso no fim do ano passado, após a chegada de recursos apresentados por advogados dos investigados, o que teria concentrado a tramitação do processo na Suprema Corte.

De acordo com a Folha, o fundo Arleen foi liquidado em novembro de 2025, período que coincidiu com a prisão de Daniel Vorcaro pela Polícia Federal. O balanço mais recente do fundo, datado de maio de 2025, apontava patrimônio líquido de R$ 34,6 milhões, com a maior parte dos investimentos concentrada nas empresas ligadas aos familiares do ministro, segundo o jornal.

Infográfico e conteúdo jornalístico nas páginas da Folha de S. Paulo citam parentes do ministro do STF (Foto: Reprodução)

A reportagem também aponta que o resort Tayayá e a incorporadora DGEP compartilham o mesmo endereço comercial e histórico societário envolvendo integrantes da família Toffoli.

Em 2017, conforme lembra a Folha, o ministro foi homenageado por autoridades locais pelo apoio ao projeto turístico, antes de o empreendimento passar a constar nos registros financeiros do fundo.

Segundo o jornal, o ministro Dias Toffoli, os familiares citados, os representantes das empresas mencionadas e a gestora Reag foram procurados, mas não se manifestaram até a publicação da reportagem. A defesa de Daniel Vorcaro, ainda de acordo com a Folha de S. Paulo, negou irregularidades e afirmou não haver operações destinadas a beneficiar terceiros.

A Folha destaca que o fundo Arleen não é alvo direto da investigação da Polícia Federal, embora sua participação como cotista em uma rede financeira investigada tenha sido mencionada na apuração do jornal.

O Marília Notícia tentou contato com a assessoria do ministro Dias Toffoli, mas não teve retorno até a publicação desta matéria. Caso haja resposta, o texto será atualizado.

Tayayá tem novo dono, ligado aos Batista, da JBS

Atualmente, o Tayayá – resort de alto luxo localizado em Rio Claro, no Paraná, bastante frequentado pela alta sociedade mariliense – atualmente é de propriedade de um advogado de Goiás.

Paulo Humberto Barbosa trabalha para o grupo JBS, comandado pelos irmãos Batista, Joesley e Wesley.

De acordo com a apuração a Folha, Barbosa entrou no negócio em fevereiro de 2025, adquirindo a parte que pertencia à Maridt, empresa de José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli – José Carlos é conhecido em Marília como padre Carlão, religioso ordenado na Igreja Católica.

“Na época, o negócio foi estimado em R$ 3,5 milhões. O primo do ministro do Supremo Mario Umberto Degani seguiu no negócio até setembro de 2025, quando também vendeu a sua parte para Paulo Humberto Barbosa”, concluiu a Folha de S. Paulo.

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