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Brasil
qua. 18 set. 2024
ARRECADAÇÃO

TCU faz alerta ao governo sobre risco de meta fiscal não ser atingida neste ano

Pedido de alerta, antecipado pela reportagem, foi proposto pela área técnica do TCU em razão da incerteza em relação à arrecadação.
por Folhapress

O plenário do TCU (Tribunal de Contas da União) aprovou nesta quarta-feira (18) por unanimidade o disparo de um alerta ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o risco de descumprimento da meta fiscal de déficit zero neste ano. O motivo são projeções superestimadas de receitas.

O pedido de alerta, antecipado pela reportagem, foi proposto pela área técnica do TCU em razão da incerteza em relação à arrecadação decorrente da negociação especial dos contribuintes derrotados pelo voto de desempate nos julgamentos do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais).

No voto, o relator do processo, ministro Jhonatan de Jesus, antecipou que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, acenou em reunião no Tribunal que a distribuição de dividendos da Petrobras e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ocorreu abaixo do possível, podendo ser incrementada, sem prejuízos à realização de investimentos. Não há detalhes de como esse incremento se dará.

Haddad também afirmou à cúpula do TCU que o Orçamento se tornará exequível com reformas estruturantes que podem reduzir renúncias de receita de R$ 15 bilhões a 28 bilhões em 2024.

Haddad e os seus principais secretários se reuniram com o presidente do TCU, ministro Bruno Dantas, o relator e técnicos da Corte de Contas, na semana passada, após a publicação da reportagem da Folha de S.Paulo. Na ocasião, Haddad informou que faria ajustes nas projeções de receitas com as negociações do Carf.

O alerta do TCU será expedido a tempo do envio do 4º relatório bimestral de receitas e despesas do Orçamento, que será encaminhado ao Congresso na sexta-feira (20). É nesse relatório que o governo vai apontar se será necessário fazer um congelamento adicional de despesas do Orçamento para evitar o estouro do teto de gastos do arcabouço e da meta fiscal. Especialistas apontam a necessidade de um bloqueio em torno de R$ 5 bilhões.

O relator poderia ter decidido por conta própria disparar o alerta, mas afirmou que optou por levar a decisão para o plenário diante do fato que o governo Lula voluntariamente se manifestou pela adoção das medidas necessárias.

O governo Lula alterou duas vezes a estimativa de receita com os julgamentos do Carf. Na previsão original, no projeto de lei orçamentária de 2024, a receita estava estipulada em R$ 54,7 bilhões.

O montante foi reduzido para R$ 49,6 bilhões no relatório das receitas do 2º bimestre deste ano; sofreu outra queda na estimativa no 3º bimestre, para R$ 37,7 bilhões.

O relatório do TCU mostra que a União arrecadou somente R$ 83,3 milhões com o voto de desempate do Carf até 6 de agosto -valor equivalente a 0,22% do montante esperado pelo governo no ano.

No encontro com a cúpula do TCU, o ministro Haddad e o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, destacaram que a arrecadação com os julgamentos do Carf é de difícil previsão.

Segundo o voto de Jhonatan de Jesus, relator das contas do governo, Barreirinhas disse que os julgamentos do Carf compreendem valores de cerca de R$ 90 bilhões por mês e ressaltou que há um lapso temporal entre o julgamento e o pagamento.

“Assim, não é possível afirmar por agora o momento de ingresso dos recursos, mas, de todo modo, mostra-se plausível acreditar no efeito rolagem para 2025”, disse Barreirinhas, segundo o voto.

O voto do relator seguiu a posição da área técnica de que o início tardio da arrecadação da nova receita associada ao voto de desempate não foi plenamente considerado nas estimativas do projeto de Orçamento de 2024, o que levou à revisão para baixo das projeções a cada nova avaliação bimestral, à medida que se constatava a ausência de arrecadação.

“Arrecadação tardia dificulta a estimativa, que depende de premissas provavelmente difíceis de antecipar com precisão”, diz o voto do relator. Um dos pontos que chamaram a atenção dos técnicos do TCU é que nota técnica do Carf, que serviu de base para as projeções da Receita, pressupôs uma taxa de adesão ao parcelamento pelas empresas da decisão do Carf de 90% e uma taxa de resolução dos processos judicializados de 10% em um ano.

Os cenários simulados na própria nota técnica, porém indicam que, se a taxa de adesão ao parcelamento fosse de 75% em vez de 90%, por exemplo, a arrecadação esperada poderia cair até 15%.

Técnicos do TCU, ouvidos pela reportagem relatam que o ajuste nas projeções não muda a avaliação se houve maquiagem nas previsões orçamentárias.

O 3º relatório bimestral que foi encaminhado ao Congresso no dia 22 de julho e serviu de base para o congelamento de R$ 15 bilhões de despesas do Orçamento foi feita com base numa receita superestimadas das negociações do Carf.

Se tivesse previsto uma arrecadação mais realista com os julgamentos do Carf, o governo teria que ter feito um contingenciamento de despesas maior em julho para evitar o risco de estouro da meta.

***

POR ADRIANA FERNANDES E CÉZAR FEITOZA

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